As apresentações em PowerPoint são um elemento dos congressos em geral e uma mais-valia para grande parte das pessoas. No entanto, nem todos os participantes terão a mesma facilidade, ou mesmo a possibilidade, de ler as apresentações que estão a ser expostas. Por essa razão a ACAPO elaborou uma série de recomendações que têm como objetivo ajudar os oradores a criar apresentações mais acessíveis.
Para ler as recomendações clique neste link: http://www.acapo.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=488&catid=314
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
terça-feira, 17 de março de 2009
Escrita Simples
Quando confrontada com a ideia de escrever sobre a simplicidade da língua portuguesa escrita, ou melhor, sobre o que tornará um texto escrito mais simples, mais facilmente compreensível e acessível a um maior número de pessoas, várias foram as questões que se me colocaram.
Desde logo:
O que torna, afinal, um texto artificioso e de difícil compreensão?
Quando e como surgem ruídos à comunicação, na escrita?
Todos nós, em diferentes fases da vida e em diferentes contextos, já tivemos a experiência de pôr de lado um livro, porque é complexo, não o entendemos, porque nos maça…Enfim, um sem número de razões…E quantas vezes, nós, docentes de língua materna, ouvimos um aluno dizer: “Não entendi este texto, é difícil…”?
Onde residirá, então, a dificuldade?
Podemos colocar-nos a questão ao contrário, que será certamente de resposta mais fácil:
O que é um texto simples?
Será um texto composto por frases simples na sua maioria. Será um texto com uma linguagem acessível e sem ambiguidades semânticas.
Aqui estão delineados três campos que irão actuar, cada um a seu modo, no sentido de dificultar, ou facilitar, a leitura e compreensão de um texto.
Ao nível da Sintaxe, todos sabemos, empiricamente, que quanto maior for um período, constituído por inúmeras orações e expressões entre vírgulas, onde não existe o esquema SUJ – PRED - CD, mais difícil é a análise sintáctica e consequentemente a compreensão do texto. Quem não se lembra da complexa e fastidiosa divisão e classificação de orações n’ Os Lusíadas?
Ao nível do léxico, todos sabemos, empiricamente, que uma linguagem científica, carregada de termos técnicos, pouco correntes para o cidadão comum (aqui reside uma das nossas dificuldades: definir o que é o cidadão comum…), pouco ou nada habituado com essas áreas do saber, é, por si só, um obstáculo à comunicação.
Tenha-se como exemplos a área da Filosofia, o ramo das Ciências , de pareceres Técnicos, de tudo o que , em última análise, é investigação em áreas específicas do saber. Ou se está por dentro, ou não…
Ao nível da Semântica, todos sabemos, que a ambiguidade de uma frase ou de um discurso, compromete definitivamente a comunicação… que todo o afastamento ou desvio da norma (que é comum à maioria dos falantes) é de per si não só um acto de transgressão como também, poderá ser a incipiência de um acto de criação. E aqui já entramos no domínio ambíguo, polissémico, subjectivo, conotativo do texto literário.
É claro que é fundamental definir-se a intenção do acto elocutório. Se é meramente informativo deve ser transparente e não opaco, objectivo e não subjectivo, denotativo e não conotativo, essencial e não acessório. Para informar deve referir e não sugerir.
Um bom conhecimento do público-alvo médio é fundamental. Um saber profundo do que se quer transmitir é prioritário. De posse destas duas regras básicas, como transformar a obra de arte (quando de uma obra de arte se trata…) que é tão infinitamente polissémica na sua complexidade, num material traduzível em frases apreensíveis por todos? Não estaremos a enveredar por um pressuposto previamente errado de classificação tipológica redutora?
Há riscos plurais. Porém, compete ao linguista pegar num texto escrito por um técnico (o artista, o criador, o crítico???) e reduzi-lo (reduzir acarreta perigos!) a informação comum. Isto, em nome da sacrossanta globalização e/ou democratização da arte. Mas, será que a arte se presta? Ou que a plurivocidade da mensagem se univociza? E a única voz, será “a voz”?
Há, contudo, que estabelecer previamente alguns parâmetros:
Quem é o nosso receptor?
Quem gostaríamos que fosse o nosso público?
Queremos chegar a um, cada vez maior, número de pessoas, ou não? (Até, por que, o objectivo pode não ser esse.)
Que tipo de informação pretendemos veicular? É de interesse geral? Interessa apenas a uma minoria?
Corre-se o risco, não raras vezes, de se ser elitista, sem se pretender ser elitista.
Se o objectivo é chegar, no sentido de ser compreendido, a um, cada vez maior, número de pessoas, então deve haver a preocupação de adequar o nosso texto, de sair do mundo da intelectualidade, apenas acessível a uma elite…
MAS ATENÇÃO: Não se pode, nem deve, confundir simplicidade com simplismo… Até as crianças compreendem essa diferença!
Corro até o risco de dizer que quanto mais “douto”, sábio (não só no sentido livresco, mas também no sentido lato, da vida…) é o emissor, melhor sabe comunicar, melhor, no sentido da simplicidade e acessibilidade.
Também para se ser simples é preciso ter arte!
Há que estar bem ciente do papel que pretendemos desempenhar com a nossa escrita, com o nosso texto. O “Autor”, em sentido lato, deverá ter consciência de que tem um papel pedagógico crucial. Pode ser o responsável máximo pela atitude que o potencial leitor venha a ter no futuro, perante a leitura, não só no seu sentido literal, mas também no sentido lato, que englobará, em última análise, ler a arte em geral…
Certamente que tem que haver disponibilidade mental da parte do receptor/leitor para o acto, para a aprendizagem que vai realizar.
Saindo do contexto das escolas, onde muitas vezes essa disponibilidade não existe, verificando-se apenas a obrigatoriedade de cumprir um dever, genericamente, se eu pego num livro para ler é porque, à partida, tenho uma pré disposição para a leitura desse livro; da mesma forma, se vou a um museu, é porque tenho natural curiosidade de saber mais sobre as obras de arte que por lá se encontram…
O cuidado deve ser este: Não se pode castrar esta pré disposição do saber, do conhecimento, das aprendizagens, quando o nosso intuito, repito, é alcançar uma “maioria”…
Na verdade o que realmente interessará, neste contexto, é comunicar, ensinar, transmitir conhecimentos, saber, cultura... Será, claramente, mais profícuo para o leitor/espectador, compreender a obra, do que admirá-la de forma distante, muda, hostil…
“O facto de existirem museus repletos de obras de arte valiosas e visitantes para olhar para elas, não deve chegar. É preciso que haja comunicação entre visitante e obra de arte”, tal como diz Vitalina Leal de Matos (in Ler e Escrever). A legenda, ou o texto escrito, deve substituir o guia, “explicador”, deve tirar dúvidas, esclarecer, informar, e não contrário…
Prof. Amélia Santos
Desde logo:
O que torna, afinal, um texto artificioso e de difícil compreensão?
Quando e como surgem ruídos à comunicação, na escrita?
Todos nós, em diferentes fases da vida e em diferentes contextos, já tivemos a experiência de pôr de lado um livro, porque é complexo, não o entendemos, porque nos maça…Enfim, um sem número de razões…E quantas vezes, nós, docentes de língua materna, ouvimos um aluno dizer: “Não entendi este texto, é difícil…”?
Onde residirá, então, a dificuldade?
Podemos colocar-nos a questão ao contrário, que será certamente de resposta mais fácil:
O que é um texto simples?
Será um texto composto por frases simples na sua maioria. Será um texto com uma linguagem acessível e sem ambiguidades semânticas.
Aqui estão delineados três campos que irão actuar, cada um a seu modo, no sentido de dificultar, ou facilitar, a leitura e compreensão de um texto.
Ao nível da Sintaxe, todos sabemos, empiricamente, que quanto maior for um período, constituído por inúmeras orações e expressões entre vírgulas, onde não existe o esquema SUJ – PRED - CD, mais difícil é a análise sintáctica e consequentemente a compreensão do texto. Quem não se lembra da complexa e fastidiosa divisão e classificação de orações n’ Os Lusíadas?
Ao nível do léxico, todos sabemos, empiricamente, que uma linguagem científica, carregada de termos técnicos, pouco correntes para o cidadão comum (aqui reside uma das nossas dificuldades: definir o que é o cidadão comum…), pouco ou nada habituado com essas áreas do saber, é, por si só, um obstáculo à comunicação.
Tenha-se como exemplos a área da Filosofia, o ramo das Ciências , de pareceres Técnicos, de tudo o que , em última análise, é investigação em áreas específicas do saber. Ou se está por dentro, ou não…
Ao nível da Semântica, todos sabemos, que a ambiguidade de uma frase ou de um discurso, compromete definitivamente a comunicação… que todo o afastamento ou desvio da norma (que é comum à maioria dos falantes) é de per si não só um acto de transgressão como também, poderá ser a incipiência de um acto de criação. E aqui já entramos no domínio ambíguo, polissémico, subjectivo, conotativo do texto literário.
É claro que é fundamental definir-se a intenção do acto elocutório. Se é meramente informativo deve ser transparente e não opaco, objectivo e não subjectivo, denotativo e não conotativo, essencial e não acessório. Para informar deve referir e não sugerir.
Um bom conhecimento do público-alvo médio é fundamental. Um saber profundo do que se quer transmitir é prioritário. De posse destas duas regras básicas, como transformar a obra de arte (quando de uma obra de arte se trata…) que é tão infinitamente polissémica na sua complexidade, num material traduzível em frases apreensíveis por todos? Não estaremos a enveredar por um pressuposto previamente errado de classificação tipológica redutora?
Há riscos plurais. Porém, compete ao linguista pegar num texto escrito por um técnico (o artista, o criador, o crítico???) e reduzi-lo (reduzir acarreta perigos!) a informação comum. Isto, em nome da sacrossanta globalização e/ou democratização da arte. Mas, será que a arte se presta? Ou que a plurivocidade da mensagem se univociza? E a única voz, será “a voz”?
Há, contudo, que estabelecer previamente alguns parâmetros:
Quem é o nosso receptor?
Quem gostaríamos que fosse o nosso público?
Queremos chegar a um, cada vez maior, número de pessoas, ou não? (Até, por que, o objectivo pode não ser esse.)
Que tipo de informação pretendemos veicular? É de interesse geral? Interessa apenas a uma minoria?
Corre-se o risco, não raras vezes, de se ser elitista, sem se pretender ser elitista.
Se o objectivo é chegar, no sentido de ser compreendido, a um, cada vez maior, número de pessoas, então deve haver a preocupação de adequar o nosso texto, de sair do mundo da intelectualidade, apenas acessível a uma elite…
MAS ATENÇÃO: Não se pode, nem deve, confundir simplicidade com simplismo… Até as crianças compreendem essa diferença!
Corro até o risco de dizer que quanto mais “douto”, sábio (não só no sentido livresco, mas também no sentido lato, da vida…) é o emissor, melhor sabe comunicar, melhor, no sentido da simplicidade e acessibilidade.
Também para se ser simples é preciso ter arte!
Há que estar bem ciente do papel que pretendemos desempenhar com a nossa escrita, com o nosso texto. O “Autor”, em sentido lato, deverá ter consciência de que tem um papel pedagógico crucial. Pode ser o responsável máximo pela atitude que o potencial leitor venha a ter no futuro, perante a leitura, não só no seu sentido literal, mas também no sentido lato, que englobará, em última análise, ler a arte em geral…
Certamente que tem que haver disponibilidade mental da parte do receptor/leitor para o acto, para a aprendizagem que vai realizar.
Saindo do contexto das escolas, onde muitas vezes essa disponibilidade não existe, verificando-se apenas a obrigatoriedade de cumprir um dever, genericamente, se eu pego num livro para ler é porque, à partida, tenho uma pré disposição para a leitura desse livro; da mesma forma, se vou a um museu, é porque tenho natural curiosidade de saber mais sobre as obras de arte que por lá se encontram…
O cuidado deve ser este: Não se pode castrar esta pré disposição do saber, do conhecimento, das aprendizagens, quando o nosso intuito, repito, é alcançar uma “maioria”…
Na verdade o que realmente interessará, neste contexto, é comunicar, ensinar, transmitir conhecimentos, saber, cultura... Será, claramente, mais profícuo para o leitor/espectador, compreender a obra, do que admirá-la de forma distante, muda, hostil…
“O facto de existirem museus repletos de obras de arte valiosas e visitantes para olhar para elas, não deve chegar. É preciso que haja comunicação entre visitante e obra de arte”, tal como diz Vitalina Leal de Matos (in Ler e Escrever). A legenda, ou o texto escrito, deve substituir o guia, “explicador”, deve tirar dúvidas, esclarecer, informar, e não contrário…
Prof. Amélia Santos
domingo, 8 de março de 2009
Acessibilidade de conteúdos
As palavras dão uma nova dimensão à experiência visual, fazem o leitor pensar e, por norma, são a última coisa a chamar a atenção do visitante, competindo com todos os outros materiais presentes na sala de exposição. Para agravar, há ainda a circunstancia em que o leitor é colocado, uma verdadeira prova de concentração e boa vontade, a leitura é feita de pé, sobre chão duro, depois de algumas caminhadas em que o leitor já se encontra cansado, sob luz fraca, sempre no mesmo ângulo. Uma coisa é certa, para ultrapassar todos estes obstáculos o texto tem de ser apelativo através de uma escrita simples e directa, as palavras têm de ser bem escolhidas, de forma a não prolongar demasiado o texto, que deve ser claro, explicito e concreto, caso contrário, torna-se difícil a sua absorção pelo leitor. Com vista à criação de textos informativos a responsabilidade da pessoa que os vai conceber deve ser partilhada pelo conservador e pelo designer, como se de um todo orgânico se tratassem.
A acessibilidade pode ser verificada a nível da compreensão de conteúdos, por vezes a informação perde-se devido à sua complexidade gramatical. Para que tal não aconteça há algumas normas a seguir, as frases devem estar na voz activa, devem ser curtas respeitando a ordem natural do discurso, em que o fim da linha corresponda com o fim natural da frase. Devem ser evitadas as frases subordinadas, as construções gramaticais complicadas, os modificadores adverbiais e palavras hifenizadas em fim de linha.
A forma oral do discurso assume particular relevância, a informação deve ser transmitida em pequenas doses e como forma de encorajamento da leitura podem ser formuladas questões, estimulando a interacção entre os visitantes, os objectos e os textos. As ideias e conceitos mais complexos devem ser expostos numa linguagem simples, equivalente à compreensão adquirida aos 15 anos de idade. Devem ser respeitadas as regras gramaticais mais simples, de forma a não prejudicar a ordem natural do discurso.
Antes de o texto ser colocado nos painéis deve ser discutido com outras pessoas e, se possível, posto à prova junto de crianças de várias idades, adultos, idosos e pessoas com diferentes níveis de aprendizagem. Devem ser escritos vários rascunhos que deverão ser lidos em voz alta a fim de ajustar palavras, pontuação e pausas. O texto deve ser usado para chamar a atenção dos visitantes no objecto e não ser tratado como algo independente à colecção. Estudos realizados concluem que se criar um nível quase poético, mantendo um estilo informal, atingirá melhor o leitor, as suas expectativas serão mais altas.
Através de uma escrita simplificada poder-se-á alcançar o acesso físico e intelectual, interagindo com os objectos e os textos, individualmente ou em grupo.
A acessibilidade pode ser verificada a nível da compreensão de conteúdos, por vezes a informação perde-se devido à sua complexidade gramatical. Para que tal não aconteça há algumas normas a seguir, as frases devem estar na voz activa, devem ser curtas respeitando a ordem natural do discurso, em que o fim da linha corresponda com o fim natural da frase. Devem ser evitadas as frases subordinadas, as construções gramaticais complicadas, os modificadores adverbiais e palavras hifenizadas em fim de linha.
A forma oral do discurso assume particular relevância, a informação deve ser transmitida em pequenas doses e como forma de encorajamento da leitura podem ser formuladas questões, estimulando a interacção entre os visitantes, os objectos e os textos. As ideias e conceitos mais complexos devem ser expostos numa linguagem simples, equivalente à compreensão adquirida aos 15 anos de idade. Devem ser respeitadas as regras gramaticais mais simples, de forma a não prejudicar a ordem natural do discurso.
Antes de o texto ser colocado nos painéis deve ser discutido com outras pessoas e, se possível, posto à prova junto de crianças de várias idades, adultos, idosos e pessoas com diferentes níveis de aprendizagem. Devem ser escritos vários rascunhos que deverão ser lidos em voz alta a fim de ajustar palavras, pontuação e pausas. O texto deve ser usado para chamar a atenção dos visitantes no objecto e não ser tratado como algo independente à colecção. Estudos realizados concluem que se criar um nível quase poético, mantendo um estilo informal, atingirá melhor o leitor, as suas expectativas serão mais altas.
Através de uma escrita simplificada poder-se-á alcançar o acesso físico e intelectual, interagindo com os objectos e os textos, individualmente ou em grupo.
Design de Conteúdos
Para além das regras gramaticais de simplificação de escrita com o fim de obter conteúdos acessíveis há ainda que ter em conta outros factores, que por vezes passam despercebidos mas que assumem especial relevância neste campo.A primeira medida a ser tomada é a normalização do texto, isto é, deve ser sempre utilizado o mesmo tipo de letra, o mesmo método para fazer sobressair / destacar partes do texto (negrito, itálico, sublinhado, aumento / diminuição de letra) e se usar o sistema de redução de palavras, este deve ser sempre mantido, usando sempre a mesma técnica (exemplo: pág. = página = pg.).
Ao escolher o tipo de letra, ou decidindo criar / comprar um tipo para uso exclusivo da instituição deve ter em atenção o seu grau de legibilidade e de qualidade de impressão. E ter consciência que por vezes o design de comunicação não está ligado ao design de decoração, isto é, o que realmente importa é a legibilidade do texto e esta não pode ser sacrificada em nome do embelezamento. Um típico exemplo disso é a justificação do texto, se for justificado em ambos os lados fica mais harmonioso mas provoca a criação de rios (de espaços grandes geralmente criados ao justificarmos um texto de forma a compensar os espaços originais para dar harmonia ao desenho do texto, desta forma, os espaçamentos entre palavras são sempre diferentes uns dos outros e uns ficam notavelmente maiores), que dificultarão a leitura de pessoas com dificuldade visuais.
Leitor lento: 20 000 palavras/hora - 110 000 signos/hora
Leitor médio: 28 000 palavras/hora
Leitor rápido: 60 000 palavras/hora - 330 000 signos/hora
Ao lermos não reconhecemos caracter a caracter mas sim a silhueta da palavra. Por outro lado a movimentação do olho para leitura faz-se por "sacudidelas".
Outra questão a ter em conta é a cor que se utiliza, para facilitar a legibilidade deve-se criar um contraste favorável entre a cor do texto e do fundo.
No caso de catálogos criados internamente deve-se ter em atenção que a cor da impressão e a cor que se vê no monitor têm variantes consoante o monitor e impressora utilizados, o nível de tinta no tinteiro, etc.
A codificação cromática para cor directa pode ser feita utilizando o pantone , a quadricromia , o RGB , o Ral , entre outros. Há também a diferenciação entre coated e uncoated, isto é, brilhante ou mate. Outro sistema utilizado é também o vinil autocolante mas este último não contém a gama de cores completa.
É ainda possível recorrer a programas informáticos para tratamento do texto, o paginador InDesign, para o tratamento de imagem, o Fotoshop, para desenhos e vectores o Freehand. O Quick Time VR também possibilita a justaposição de fotografias criando a sensação de visita virtual através do movimento entre as várias fotografias justapostas. Pode ser utilizado para criar visitas virtuais aos espaços e colecções do museu.
Escolha da letra
A legibilidade tem influência directa do tipo de letra escolhido. Há textos para ler e textos para ver, estes últimos são muito utilizados na publicidade e podem deixar um design muito bonito numa informação parietal mas pode ser de leitura difícil. Ao escolher a letra existe ainda a questão das ligaturas, isto é, alguns tipos deixam alguns caracteres ligados a outros (por exemplo: fi fl ≠ fi fl no primeiro exemplo (tipo de letra Garamond) o “ f ” e o “ i ” ficam ligados) que aquando a impressão cria um borrão de tinta, dificultando a legibilidade e destruindo a harmonia do texto.
Outra questão na escolha da letra é a diferença de letras com serifa ou sem serifa.
Quanto ao tamanho da letra aconselha-se que seja de 14 para material impresso e de 16 para tabelas e painéis. No entanto, alguns estudos realizados, determinaram que para pessoas com baixa visão, como idosos e pessoas com défice visual, o indicado seria de 38.
a) Caracterização deverá consistir no seguinte:
- Não utilizar muitos tipos de letra diferentes ao mesmo tempo;
- Evitar combinar tipos semelhantes;
- Não utilizar demasiados tamanhos e espessuras, marcar bem é criar grandes intervalos (tamanho 12, 16, 18, etc.)
b) Família tipográfica do tipo de letra
- Fina (light)
- Regular
- Negro (bold)
Também podemos encontrar famílias com extra fino e extra negro
CAIXA ALTA / caixa baixa / VERSALETE
Para pessoas com dificuldades na leitura tem de se ter em atenção o tipo de letra utilizado pois alguns tipos prejudicam a leitura por serem facilmente confundíveis.
Exemplo: diferença entre o “ i ” maiúsculo e o “ l ” minúsculo do tipo Arial e Garamond)
Redondo ≠ Itálico Cursivo ≠ Itálico Obliquo
O cursivo é diferente do oblíquo porque este último é o chamado falso itálico, o desenho da letra mantém-se embora ligeiramente inclinado.
Ao escolher o tipo de letra, ou decidindo criar / comprar um tipo para uso exclusivo da instituição deve ter em atenção o seu grau de legibilidade e de qualidade de impressão. E ter consciência que por vezes o design de comunicação não está ligado ao design de decoração, isto é, o que realmente importa é a legibilidade do texto e esta não pode ser sacrificada em nome do embelezamento. Um típico exemplo disso é a justificação do texto, se for justificado em ambos os lados fica mais harmonioso mas provoca a criação de rios (de espaços grandes geralmente criados ao justificarmos um texto de forma a compensar os espaços originais para dar harmonia ao desenho do texto, desta forma, os espaçamentos entre palavras são sempre diferentes uns dos outros e uns ficam notavelmente maiores), que dificultarão a leitura de pessoas com dificuldade visuais.
Leitor lento: 20 000 palavras/hora - 110 000 signos/hora
Leitor médio: 28 000 palavras/hora
Leitor rápido: 60 000 palavras/hora - 330 000 signos/hora
Ao lermos não reconhecemos caracter a caracter mas sim a silhueta da palavra. Por outro lado a movimentação do olho para leitura faz-se por "sacudidelas".
Outra questão a ter em conta é a cor que se utiliza, para facilitar a legibilidade deve-se criar um contraste favorável entre a cor do texto e do fundo.
No caso de catálogos criados internamente deve-se ter em atenção que a cor da impressão e a cor que se vê no monitor têm variantes consoante o monitor e impressora utilizados, o nível de tinta no tinteiro, etc.
A codificação cromática para cor directa pode ser feita utilizando o pantone , a quadricromia , o RGB , o Ral , entre outros. Há também a diferenciação entre coated e uncoated, isto é, brilhante ou mate. Outro sistema utilizado é também o vinil autocolante mas este último não contém a gama de cores completa.
É ainda possível recorrer a programas informáticos para tratamento do texto, o paginador InDesign, para o tratamento de imagem, o Fotoshop, para desenhos e vectores o Freehand. O Quick Time VR também possibilita a justaposição de fotografias criando a sensação de visita virtual através do movimento entre as várias fotografias justapostas. Pode ser utilizado para criar visitas virtuais aos espaços e colecções do museu.
Escolha da letra
A legibilidade tem influência directa do tipo de letra escolhido. Há textos para ler e textos para ver, estes últimos são muito utilizados na publicidade e podem deixar um design muito bonito numa informação parietal mas pode ser de leitura difícil. Ao escolher a letra existe ainda a questão das ligaturas, isto é, alguns tipos deixam alguns caracteres ligados a outros (por exemplo: fi fl ≠ fi fl no primeiro exemplo (tipo de letra Garamond) o “ f ” e o “ i ” ficam ligados) que aquando a impressão cria um borrão de tinta, dificultando a legibilidade e destruindo a harmonia do texto.
Outra questão na escolha da letra é a diferença de letras com serifa ou sem serifa.
Quanto ao tamanho da letra aconselha-se que seja de 14 para material impresso e de 16 para tabelas e painéis. No entanto, alguns estudos realizados, determinaram que para pessoas com baixa visão, como idosos e pessoas com défice visual, o indicado seria de 38.
a) Caracterização deverá consistir no seguinte:
- Não utilizar muitos tipos de letra diferentes ao mesmo tempo;
- Evitar combinar tipos semelhantes;
- Não utilizar demasiados tamanhos e espessuras, marcar bem é criar grandes intervalos (tamanho 12, 16, 18, etc.)
b) Família tipográfica do tipo de letra
- Fina (light)
- Regular
- Negro (bold)
Também podemos encontrar famílias com extra fino e extra negro
CAIXA ALTA / caixa baixa / VERSALETE
Para pessoas com dificuldades na leitura tem de se ter em atenção o tipo de letra utilizado pois alguns tipos prejudicam a leitura por serem facilmente confundíveis.
Exemplo: diferença entre o “ i ” maiúsculo e o “ l ” minúsculo do tipo Arial e Garamond)
Redondo ≠ Itálico Cursivo ≠ Itálico Obliquo
O cursivo é diferente do oblíquo porque este último é o chamado falso itálico, o desenho da letra mantém-se embora ligeiramente inclinado.
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