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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Castelo de Celorico da Beira

Um bom exemplo no Castelo de Celorico da Beira




Disponibilização de informação em Língua Gestual

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Falar Com as Mãos


"Falar com as mãos" é um livro de sensibilização à língua gestual portuguesa que inclui no final da história um alfabeto que nos ensina a compreender e a comunicar com pessoas surdas. Pode ser encomendado aqui.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Curso de Língua Gestual Portuguesa - Amadora

A Associação Cultural de Surdos da Amadora encontra-se neste momento a organizar o Curso de Língua Gestual Portuguesa, Nível I e Nível II, para o próximo ano lectivo 2011/2012.

Vimos, neste sentido, solicitar a vossa colaboração para a divulgação do curso ministrado por esta Associação.

Associação Cultural de Surdos da Amadora
Estrada da Falagueira, 38-A
2700-364 Amadora
Tel.: 214 922 781
Fax: 214 928 128
E-Mail: info@acsa.org.ptwww.acsa.org.pt

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Uma estória de vida...

Candidatou-se à universidade e entrou. Poderia ser uma história banal se não estivéssemos a falar de Carolina Ferreira Canais, que, aos 44 anos, se tornou a primeira surda-cega a ingressar no Ensino Superior.

Escolheu a licenciatura em Língua Gestual Portuguesa da Universidade Católica, um curso criado no ano passado especialmente direccionado para surdos, mas que teve que se adaptar para receber esta nova aluna.

Segundo Ana Mineiro, coordenadora da licenciatura, este foi um "investimento da universidade na promoção da igualdade de oportunidades", uma vez que aceitar a sua candidatura implicou a contratação de duas intérpretes tácteis, tradução de manuais para braille e aulas tutorais, pois este é um curso de "Blanded Learning", com formação on-line e presencial de 15 em 15 dias.

Surda de nascença, Carolina começou a debater-se com os problemas de visão há cinco anos. "Em 2005, a minha visão começou a reduzir devido ao Síndrome de Usher, tipo 1, e tem sido uma grande luta, bastante difícil".

Antes de a progressiva cegueira a afectar, fez um curso de contabilidade, trabalhou como funcionária administrativa e quando a visão lhe retirou competências viu-se obrigada a pedir a reforma. Incapaz de estar parada, esforçou-se para entrar no Centro de Reabilitação de Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa, onde aprendeu a cozinhar, passar a ferro e teve aulas de braille e de mobilidade com a bengala. "Aprendi de tudo", conclui. A energia, essa, vai buscá-la "ao desporto, às artes, à escrita ou aos amigos".

Hoje, a universidade é o grande desafio de Carolina Canais, que comunica com as intérpretes e com os colegas através de língua gestual apoiada, ou seja, o desenho das letras na palma da mão ou da leitura táctil do que é expresso em língua gestual. Apesar de utilizar esta língua desde criança, Carolina também aprendeu a falar, aos 24 anos, com um terapeuta, e é entre o gesto e a voz que melhor se expressa.

A viver sozinha num lar, para estar próxima da faculdade, Carolina divide o tempo entre o curso, a natação e as aulas de artes decorativas. O futuro é uma interrogação coroada por um objectivo que persegue há muito: o de ser escritora.


FONTE: http://jn.sapo.pt/VivaMais/Interior.aspx?content_id=1710821

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Os Meus Primeiros Gestos


No dia 15 de Novembro, às 17h00, será lançado no Instituto Jacob Rodrigues Pereira o DVD "Os meus primeiros gestos". O DVD inclui cerca de 700 gestos para comunicar com crianças surdas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Descobrir Portugal" - história em LGP


A HISTÓRIA ANIMADA/DESENHADA " DESCOBRIR PORTUGAL" EM LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA (LGP) PARA CRIANÇAS SURDAS, CRIADA,ESCRITA,ILUSTRADA,DESENHADA E REALIZADA PELO PROF. FRANCISCO GOULÃO (SURDO/DEAF) - PORTUGAL

VISITAR/CLIQUE AQUI:
http://profsurdogoulao9.no.sapo.pt

"Porto" - História em LGP


HISTÓRIA ANIMADA/DESENHADA " PORTO" EM LÍNGUA GESTUAL PORTUGUESA (LGP) PARA CRIANÇAS SURDAS, CRIADA,ESCRITA,ILUSTRADA,DESENHADA E REALIZADA PELO PROF. FRANCISCO GOULÃO (SURDO/DEAF) - PORTUGAL

VISITAR/CLIQUE AQUI:
http://profsurdogoulao8.no.sapo.pt

Branca e os 7 Surdos - História em LGP


"BRANCA E OS 7 SURDOS "

A história animada/desenhada inteiramente em Língua Gestual Portuguesa(LGP) para crianças SURDAS, criada,escrita,ilustrada,desenhada e realizada pelo Prof. FRANCISCO GOULÃO (Surdo/Deaf) - Portugal.

Visitar/Clique aqui:
http://branca7surdos.weebly.com

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Turismo acessível do ponto de vista das pessoas deficientes auditivas



Para ler as conclusões clique aqui!

Profissionais de turismo aprendem língua gestual

Interagir com a comunidade surda, conhecendo sua cultura, eliminar estereótipos sobre o tema e facilitar a comunicação entre profissionais do turismo, surdos e deficientes auditivos. Esses são alguns dos temas propostos no curso básico de Libras (Língua Brasileira de Sinais), por iniciativa da Setur (Secretaria de Turismo), que começou ontem (segunda 03), com duas turmas, que assistiram a aulas inaugurais no Santuário de Santo Antônio do Valongo, no Centro Histórico, e no Aquário, na Ponta da Praia. Hoje (terça 04), das 19h às 21h, a terceira turma inicia o curso na sede da CSS (Congregação Santista de Surdos), entidade coordenadora das aulas, localizada na Rua Tocantins, 4, no Gonzaga.

Com 50 alunos inscritos, o curso é direcionado a recepcionistas bilíngues, monitoras do programa ‘Vovô Sabe Tudo’, da Seas (Secretaria de Assistência Social), e guias de turismo da Setur, além de profissionais autônomos. A carga horária é de quatro horas semanais, com encerramento previsto em dezembro.

Weslei da Silva Rocha, instrutor de Libras e professor da Seduc (Secretaria de Educação), ressalta a importância de estabelecer melhor reciprocidade na comunicação. No caso dos profissionais do ‘trade’, que mantém contato com pessoas de diversos países, o contato é realizado por meio de expressões faciais, corporais e mímicas, incorporados à língua de sinais, facilitando a comunicação entre surdos de diferentes nações. “Cada país tem seu idioma, com variações linguísticas”, afirma Rocha.

Mônica Tintore de Araújo, instrutora da CSS, explica alguns conceitos que julga importante para melhor compreensão da sociedade sobre o tema: “Na comunidade surda, fazemos uma diferenciação entre deficientes auditivos e surdos. Normalmente os primeiros são os indivíduos que perderam a audição, que não participam da comunidade surda, rejeitando aspectos culturais. Eles, por exemplo, rejeitam o uso das Libras, sendo que ela é um idioma, com aspectos linguísticos como gramática e morfologia”, disse.

A responsável da Seform (Seção de Formação Técnica dos Profissionais de Turismo), Maria Leopoldina do Patrocínio e Silva, afirmou já ter notado um aumento da demanda por parte do público com deficiências: “Temos constatado maior presença dessas pessoas fazendo turismo. A Lei de Acessibilidade determina o acesso a vários benefícios, como, por exemplo, o direito ao lazer”, afirmou.

A guia de turismo da Setur, Carina Souza, considerou proveitosa a aula inaugural: “O curso é importante para estabelecer melhor comunicação com os surdos. Já aprendi a utilizar algumas expressões de cumprimento, assim como dizer meu nome”, declarou. Já a recepcionista bilíngue Vanessa Almeida afirmou que estava realizando um antigo projeto: “Sempre tive interesse nesse curso, pois acredito que é uma boa maneira de fazer com que esse público se sinta incluído e bem-vindo à cidade”.

Fonte: Associação de Surdos de São Paulo

Surdos têm guia especial no Museu Nacional de Arte Romana de Mérida



O novo serviço de "sinais-guias" para surdos do Museu Nacional de Arte Romana de Mérida, na Espanha, assegura a acessibilidade às coleções de suas instalações a mais de um milhão de pessoas surdas

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Língua Gestual Portuguesa


Ao contrário do que se possa pensar, a língua gestual é diferente em cada país e mesmo a nível nacional é possível encontrar variações dialectais correspondentes às escolas onde se desenvolveram. Por exemplo, em Portugal existem variações entre Lisboa, Porto, Algarve ou ilhas.

Calcula-se que sejam cerca de 30 mil os falantes nativos de LGP, pessoas com uma surdez mais acentuada que vão para as escolas de surdos, um número que pode ser multiplicado por quatro para obter o total de pessoas que falam esta língua.

A LGP, como outras línguas gestuais do mundo, surgiu a partir do momento em que se registou uma concentração de surdos, normalmente numa escola. A sua origem está ligada à criação da escola Jacob Rodrigues Pereira (da Casa Pia), em 1823.

Em 1998, foram criadas as unidades de apoio a alunos surdos, uma lei clarificada em 2008 quando foi assumida a educação dos surdos como bilingue, com a LGP como primeira língua e a língua portuguesa como segunda, e definido o seu programa curricular.

Mariana Martins, linguista da Unidade de Língua Gestual Portuguesa da Associação Portuguesa de Surdos, explicou que as escolas de referência devem ter formadores de LGP e intérpretes (estes a partir do 5. ano).

Existem dois cursos de LGP ministrados pelas duas associações nacionais, uma em Lisboa e outra no Porto.

Além dos surdos, que naturalmente utilizam a LGP para comunicar, há uma "diversidade imensa de pessoas a procurar os cursos", afirmou a linguísta.

Pais de crianças surdas, professores, estudantes universitários, psicólogos, polícias e enfermeiros procuram a Associação Portuguesa de Surdos para aprender a LGP.

A Associação, acreditada para dar formação nesta área, também responde a solicitações de instituições ou empresas que pretendam um curso de LGP e a especialista refere os exemplos da Loja do Cidadão, Segurança Social, Holmes Place ou El Corte Inglés.

Na lei que assume a educação bilingue dos alunos surdos, é apontada a criação de escolas de referência para este grupo e Mariana Martins especifica que o objectivo é haver "cada vez menos escolas de surdos para que estejam cada vez mais concentrados".

Fonte: SIC Online

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Como comunicar com pessoas surdocegas


Qualquer pessoa que possa escrever letras MAIÚSCULAS, pode imediatamente usar o alfabecto indicado comunicando com a maior parte das pessoas surdocegas.
Traços, setas e números indcam a direcção, sequência e número de pancadas.
Escreva só na área da palma da mão.
Não tente juntar as letras.
Quando quiser escrever NÚMEROS, faça um ponto na base da palma da mão, é o sinal de que vai passar a escrever números.

Tradução de um folheto do Helen Keller National Center(New York)

Como lidar com a diferença?



(créditos da imagem: Jean Braz da Costa | Jacqueline Mayumi Matsushita | Amanda Meincke Melo)

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem super estime as dificuldades e vice-versa.

As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.

Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas actividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exactamente como todo mundo.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.

Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se directamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada actividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.

Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.

As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.

Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.


Pessoas cegas ou com deficiência visual
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode por exemplo tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.

Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.

É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajecto.

Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.

Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.

Ao explicar direcções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").

Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.

Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.

As pessoas cegas ou com visão sub normal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.

No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das actividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.

Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.

Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.

Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.

Lembre-se que nem sempre um cego é colega de outro cego.

Estudante cego
Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atempadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo de cada aula.<

Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.

Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito.

Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo:

antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia;

Durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência.

Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objectos, figuras, etc.


Pessoas surdocegas
Ao aproximar-se de um surdocego deixe que se aperceba, com um simples toque, da sua presença.

Qualquer que seja o meio de comunicação adoptado faça-o gentilmente.

Combine com ele um sinal para que ele o identifique.

Aprenda e use qualquer que seja o método de comunicação que ele saiba, mesmo que elementar. se houver um método saiba mesmo que elementar.

Se houver um método mais adequado que lhe possa ser útil ajude-o a aprender.

Tenha a certeza de que ele o está a perceber e que você também o está a perceber a ele.

Encoraje-o a usar a fala se ele conseguir mesmo que ele saiba apenas algumas palavras.

Se estiverem outras pessoas presentes avise-o quando for apropriado para ele falar.

Avise-o sempre do que o rodeia.

Informe-o sempre de quando se vai embora, mesmo que seja por um curto espaço de tempo. Assegure-se que fica confortável e em segurança. Se não estiver vai precisar de algo para se apoiar durante a sua ausência, coloque a mão dele no que servirá de apoio. Nunca o deixe sozinho num ambiente que não lhe seja familiar.

Mantenha-se próximo dele para que ele se aperceba da sua presença.

Ao andar deixe-o apoiar-se no braço, nunca o empurre à sua frente.

Utilize sinais simples para o avisar da presença de escadas, uma porta ou um carro.

Um surdocego que esteja a apoiar-se no seu braço aperceber-se-á de qualquer mudança do seu andar.

Confie na sua cortesia, consideração e senso comum. Serão de esperar algumas dificuldades na comunicação.


Pessoas com deficiência física
É importante saber que para uma pessoa sentada é incómodo ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.

A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem.

Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa.

Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.

Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em sequência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa.

Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiente que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela.

Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa deficiente.

Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceite, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar. Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada.

Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude sem perguntar se e como deve fazê-lo.

Esteja atento para a existência de barreiras arquitectónicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.

Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas comuns como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média.

Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir se necessário para que se façam entender.

Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.


Pessoas com paralesia cerebral
Quando você encontrar um Paralisado Cerebral, lembre-se que ele tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais. Para lidar com esta pessoa, temos as seguintes sugestões:

É muito importante respeitar o ritmo do PC, usualmente ele é mais vagaroso no que faz, como andar, falar, pegar as coisas, etc.

Tenha paciência ao ouvi-lo, a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental.

Não trate o PC como uma criança ou incapaz.

Lembre-se que o PC não é um portador de doença grave ou contagiosa, a paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tampouco transmissível. É uma situação.

Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.


Pessoas surdas ou com deficiência auditiva
Não é correcto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não.

Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço.

Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.

Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.

Fale directamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.

Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.

Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.

Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.

Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças subtis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.

Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contacto visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.

Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas.

Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.

Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.

Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Talvez você tenha que se encarregar de grande parte da conversa.

Tente lembrar que a comunicação é importante. Você pode ir tentando com perguntas cuja resposta seja sim/não. Se possível ajude a pessoa muda a encontrar a palavra certa, assim ela não precisará de tanto esforço para passar sua mensagem. Mas não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.


Pessoas com deficiência mental
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental.

Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.

Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.

Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.

Não super proteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.

Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.

Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da eficiência da pessoa que ali está.

As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas.

Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental.

Se você chegou até aqui, certamente se importa com o assunto. A maior barreira não é arquitectónica, mas a falta de informação e pré conceitos.

Informação disponível em: http://www.prodam.sp.gov.br/acess/ e http://www.mbonline.com.br/cedipod/index.htm

Fonte: LerParaVer

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mind's Eye Tours


O Museu Guggenheim de Nova Iorque oferece visitas gratuitas para pessoas amblíopes, cegas e surdas:

MIND'S EYE: Free Programs for Partially Sighted, Blind, and Deaf Visitors

Join Guggenheim Museum educators Georgia Krantz, Guthrie Nutter, and Ellen Edelman for a tour, discussion, and private reception. Separate programs are presented through Verbal Imaging, touch, and American Sign Language (ASL).*


Mind's Eye Tours

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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Apoio empresarial

Existem várias empresas no mercado especializadas no apoio a pessoas com necessidades especiais, deixo aqui algumas:

Electrosertec (Tecnologia Acessível)
Ataraxia (Deficiência Visual)
Tiflotecnia (Deficiência Visual)
Maketree (Elaboração de maquetas)
Anditec (Tecnologias de reabilitação)

Serviços de Tradução em Língua Gestual
Associação Portuguesa de Surdos
APPortugal
Associação de Surdos do Porto

Como lidar com a diferença?

Normas Gerais Aplicáveis a todos os Cidadãos Deficientes

Qualquer cidadão com deficiência sofre uma perda de independência em relação aos outros e sente-se assim inferiorizado e envergonhado da sua deficiência, desta forma nunca deve ser objecto de exposição, um dos maiores problemas que o deficiente tem de superar a caridade do seu próximo, os sentimentos de compaixão são deprimentes e a piedade muitas vezes pode parecer uma esmola, a melhor ajuda é prestada por aqueles que conseguem colocar-se no lugar do deficiente sem demonstrarem que o estão a ajudar.


Procedimentos

Nunca ajude sem perguntar à pessoa se quer ser ajudada, muitas pessoas sentem-se inferiorizados, subestimados e controlados nessas situações.

Ajude, se possível, sem chamar a atenção para o que está a fazer.

Aproxime-se dos deficientes com a maior naturalidade. Todo o deficiente deseja basicamente o mesmo: ser tratado normalmente mas, infelizmente, a maior parte das pessoas comporta-se desajeitadamente ou fica inibida. Alguns desmancham-se em piedade enquanto que outros emudecem, sem contar com os que os tratam como se fossem crianças.

Tenha sempre em mente que muitos deficientes conseguem fazer mais do que se imagina, não demonstre admiração exagerada sempre que isso acontecer.

Os deficientes, tal como todos, necessitam do contacto humano e gostam de ser reconhecidos.

O rejeitar de ajuda não é sinal de má vontade mas de procura de autoconfiança, se a sua ajuda for rejeitada uma vez não deixe de continuar a oferecer-se futuramente nem leve a mal sempre que isso acontecer.

Língua Gestual

A Língua Gestual é uma língua de movimento e de espaço, das mãos e dos olhos, da comunicação abstracta assim como do contar de uma história icónica, mas o mais importante de tudo é que é a Língua da Comunidade Surda.

Não se trata de uma nova Língua nem de um sistema recente de comunicação desenvolvido por pessoas ouvintes. Pelo contrário, trata-se de uma forma de comunicação que ocorre naturalmente entre pessoas que não ouvem.

É uma Língua que até há pouco tempo tinha sido ignorada e por esse motivo subvalorizada no seu potencial. É diferente, muitas vezes impressionantemente diferente, das Línguas faladas, mas partilha características e processos gramaticais com muitas outras Línguas faladas.

Difere das outras Línguas num dos aspectos mais importantes das suas características: não se baseia em palavras (Kyle, J. G. e Woll B.).

Conhecimentos sobre o uso da Língua Gestual datam de há pelo menos 2000 anos no mundo ocidental, e talvez ainda mais cedo em escritos chineses. A fonte mais antiga em Inglês (1644) é de John Bulweis "Quirologia: ou a Linguagem natural da mão. Composta de "movimentos falantes", e de "gestos discursivos" a partir dos primeiros. Ao qual se acrescenta a Quironomia: ou a arte da Retórica Manual etc".

A Língua Gestual na EuropaExistem tantas ou talvez até mais Línguas Gestuais na Europa do que línguas faladas! Contrariamente à crença popular, a Língua Gestual não é internacional. Cada país tem a sua própria Língua Gestual. Nos países onde existem duas ou mais línguas faladas, tais como a Bélgica e Espanha, existem o mesmo número de Línguas Gestuais.

As pessoas surdas tal como as pessoas ouvintes, são educadas na Língua da sua região e raramente o serão numa outra língua do país. Por exemplo, na Bélgica, as pessoas Surdas flamengas são educadas em escolas de surdos flamengas e não nas escolas de surdos de expressão francófona, e vice - versa.

As Línguas Gestuais não dependem das Línguas dos seus respectivos países. Isto pode ser comprovado pelo facto de a Grã-Bretanha, Irlanda e os Estados Unidos serem todos países falantes de Inglês, mas terem Línguas Gestuais completamente diferentes. De facto, a Língua Gestual Americana (ASL) está mais próxima da Língua Gestual Francesa (LSF) do que da Língua Gestual Britânica (BSL). A explicação é simples: as raízes da ASL encontram-se em França, e não na Inglaterra.

É quase impossível determinar o número de utilizadores de Língua Gestual na União Europeia, pois não foram recolhidos dados nesse sentido, e existem muito poucas pesquisas quantitativas para nos reportamos. O número de gestualistas Surdos deverá ser mais ou menos o mesmo da incidência de pessoas Surdas pré- linguais, 1 por 1000/1500, apesar de nem todos os Surdos pré-linguais gestualizarem e, pelo contrário, alguns Surdos pós-linguais são gestualistas. Existe também um número significativo de gestualistas ouvintes.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Deficiência Auditiva

Uma das primeiras coisas a ter presente em qualquer acção comunicativa é que não é preciso falar ou ouvir para se poder comunicar. Do mesmo modo, não deve partir do principio de que nós, ouvintes, somos pessoas “normais” e que os surdos não o são! Todo o surdo aprecia que se tente comunicar com ele.

Em virtude de não ouvir a sua própria voz, o surdo fala, geralmente, sem entoação, noutro nível de som e não consegue utilizar-se da múltipla escolha na formação das frases.

Os surdos, muitas vezes, escondem a sua situação, acenam com a cabeça quando lhes é dirigida a palavra e evitam o contacto.

Sempre que se recorrer ao apoio de um intérprete de Língua Gestual, não deve centrar a sua atenção e olhar no intérprete, mas sim na pessoa com quem quer comunicar. Afinal é com ele que pretende estabelecer contacto e conversar. Nunca trate o surdo como se fosse invisível na presença do intérprete!

No caso da pessoa conseguir ler lábios é estritamente necessário que antes de iniciar a conversa lhe chame a atenção. Se não o prevenir ele não saberá que está a falar! Do mesmo modo, não deve tapar a boca com as mãos, caneta, cigarro, alimentos, etc. Deve-se falar pausadamente e num tom de voz calmo, mas sem exageros! Não se deve gritar ou elevar demasiado o tom de voz!

Ao falar, deve ir directo ao assunto, pois está a exigir um grande nível de concentração por parte da outra pessoa. Use frases curtas e simples. Se não for entendido, deve-se repetir utilizando outras palavras com o mesmo significado ou reformular a frase mantendo o sentido original. Se necessário, pode ainda recorrer a gestos que ajudem a uma melhor expressão.

Antes de iniciar conversa com um surdo que saiba ler lábios certifique-se que tem luz suficiente a iluminar-lhe a cara. Não eleve a voz, ele consegue ler os seus lábios mesmo sem pronunciar qualquer som. Fale normalmente e sem exageros, isto é, nem muito depressa nem muito devagar.

Por vezes, pequenas gesticulações e mímicas ajudam na compreensão.

Nunca mantenha uma conversa em grupo com uma ou mais pessoas Surdas sem o apoio de um intérprete. Mesmo que eles saibam ler os lábios não vão poder estar, simultaneamente, a prestar atenção a todos os intervenientes na conversa.

Lembre-se que ele não pode, ao mesmo tempo, ler os seus lábios e prestar atenção a uma demonstração. Demonstre primeiro, explique em seguida.

Na presença de surdos evite falar deles, não o ouvirão e prestarão demasiada atenção aos seus gestos, podendo originar conclusões erróneas.

Um surdo não ouve mas vê e percebe com grande nitidez, o que pode influenciar a sua conduta.

Não identificar um Surdo como mudo. Esta palavra já foi legalmente eliminada em Washington D.C.