As apresentações em PowerPoint são um elemento dos congressos em geral e uma mais-valia para grande parte das pessoas. No entanto, nem todos os participantes terão a mesma facilidade, ou mesmo a possibilidade, de ler as apresentações que estão a ser expostas. Por essa razão a ACAPO elaborou uma série de recomendações que têm como objetivo ajudar os oradores a criar apresentações mais acessíveis.
Para ler as recomendações clique neste link: http://www.acapo.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=488&catid=314
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
quinta-feira, 22 de março de 2012
Jornal de Notícias - edição em Braille
São quase mil exemplares editados a cada dois meses com um 'digest' dos artigos publicados pelo Jornal de Notícias. A edição braille do JN edita-se desde 2000, demora 8 horas a imprimir, gasta mais de 12300 folhas de papel preparado para receber relevo e é lida por cegos em 14 países.
Veja o vídeo: http://www.jn.pt/Reportagens/Interior970.aspx?content_id=2376802
Veja o vídeo: http://www.jn.pt/Reportagens/Interior970.aspx?content_id=2376802
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Uma visita "às escuras" ao criptopórtico romano da cidade de Coimbra
Para ouvir a entrevista: Uma visita "às escuras" ao criptopórtico romano da cidade de Coimbra
As profundezas do Museu Nacional Machado de Castro, onde se guarda o que foi há dois mil anos o berço da cidade de Coimbra. O museu está há oito anos em obras mas a do criptoportico pode ser visitada e tem agora um incentivo a que também quem não vê parta à descoberta do espaço. Antes de descer ao cripotopórtico, os invisuais têm à disposição uma maqueta que os ajuda a antecipar a visita. Pelo tacto ficam com noção da planta e previnem obstáculos.
As profundezas do Museu Nacional Machado de Castro, onde se guarda o que foi há dois mil anos o berço da cidade de Coimbra. O museu está há oito anos em obras mas a do criptoportico pode ser visitada e tem agora um incentivo a que também quem não vê parta à descoberta do espaço. Antes de descer ao cripotopórtico, os invisuais têm à disposição uma maqueta que os ajuda a antecipar a visita. Pelo tacto ficam com noção da planta e previnem obstáculos.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Primeiras Olimpíadas do Braille

A ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, Instituição Particular de Solidariedade Social de âmbito nacional, que tem como fins estatutários a melhoria da qualidade de vida, a igualdade de oportunidades e a inclusão social dos cidadãos com deficiência visual portugueses, encontra-se a promover um concurso de Braille, denominado 1as Olimpíadas do Braille.
Este concurso pretende estimular e valorizar o correcto domínio do sistema Braille e criar, entre os seus utilizadores habituais e conhecedores - que por necessidade profissional ou interesse pessoal a ele se dedicam - um espírito de determinação para a sua aprendizagem e utilização constante.
O concurso realizar-se-á no próximo dia 3 de Dezembro - Dia Internacional das Pessoas com Deficiência – e terá lugar no Auditório da Estação de Metro do Alto dos Moinhos, em Lisboa, pelas 14h30. Compreenderá a participação de 4 escalões etários:
1º Escalão – concorrentes com deficiência visual e com idades compreendidas entre os oito e os doze anos;
2º Escalão – concorrentes com deficiência visual e com idades compreendidas entre os treze e os vinte anos;
3º Escalão – concorrentes com deficiência visual e com idade superior a vinte anos;
4º Escalão – concorrentes sem deficiência visual;
O prazo de inscrições decorrerá entre os dias 2 e 18 de Novembro. Para esse efeito, solicitamos aos interessados o preenchimento do formulário, disponível no website da ACAPO (www.acapo.pt), devendo o mesmo ser remetido para o e-mail inscricao@acapo.pt ou entregue pessoalmente nas Delegações da ACAPO.
Gostaríamos que colaborasse connosco, incentivando os alunos e professores da sua escola a participar!
Para esclarecimentos adicionais, contacte a equipa coordenadora do evento através do e-mail: ritapereira@acapo.pt, ou contacto telefónico: 213244500.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Quadro de Botticelli em versão táctil

Uma versão táctil da obra "O Nascimento de Vénus" de Botticelli foi inaugurada na Galeria Uffizi de Florença.
É graças a esta reprodução tridimensional (mais pequena que a original) que desde 5 de Outubro todos os invisuais podem tocar na famosa deusa clássica, que emerge das águas numa concha apresentando-se de forma esguia e com longos membros e traços harmoniosos.
Esta iniciativa foi recebida com grande entusiasmo por Antonio Quatraro, presidente da União Italiana de Cegos de Florença. Segundo este responsável, citado pelo jornal espanhol El Pais, esta versão táctil permite que todos aqueles que, como ele, não vêem, possam disfrutar do património artístico.
Dentro de algumas semanas estarão também disponíveis painéis com informações em braille em inglês e italiano. A experiência vai ser agora estendida a outros museus. "La Fornarina"de Rafael, da Galeria Nacional de Arte Antiga, do Palácio Barberini de Roma, será a próxima obra a ter uma reprodução tridimensional. Está em análise a possibilidade de algumas obras expostas no Palácio Real de Turim e no Museu Capodimonte de Nápoles também ganharem uma réplica em três dimensões.
Fonte DN Artes
Carta de José Enrique (prof. com deficiência visual) a Steve Jobs
"Hola, Steve:
Quizás sea exagerado para algunos que un ciego como yo te
dé las gracias. Pero no. Ya veréis.
En primer lugar, tendría que darte las gracias por tu época
de joven ilusionado y luchador. Lo del garaje, ya sabes.
Aunque eso está más que repetido, hoy, en estos tiempos de
crisis económica y laboral, pienso que es un buen ejemplo
que nos dejas. Gracias por enseñar que se empieza como se
pueda, sin tener ni pedir, poniendo ideas, estudio, ilusión,
tenacidad. Y si fracasas una vez, quizás la próxima será la
del éxito.
También tendría que darte las gracias por tu lucha y
esfuerzos, con el cáncer a cuestas. Por tu gastarte
trabajando hasta el último mes, hasta el último día casi.
Gracias por no desfallecer y animar a muchos a no dejarse
vencer fácilmente.
Pero como ciego tengo un agradecimiento especial: gracias
por demostrar que se pueden diseñar los dispositivos
digitales de forma que sean accesibles para todos, ¡y sin
costar ni un céntimo más! Gracias por tus ipo's, iphone's e
ipad's de los últimos años. Gracias por demostrar que no
hacen falta aparatos diferentes, porque los ordinarios
sirven a todos.
Debería decir: gracias por escuchar a aquel grupo de
estudiantes ciegos de tu país, por tu decisión de ordenar a
los ingenieros que les escucharan y que sometieran los
prototipos a su evaluación.
Gracias por tu sensibilidad y buen hacer.
A partir de ti, nada debería ser igual en el mundo del
diseño industrial.
¡Ah!: y espero que ahora, desde arriba, desde ese lugar que
seguro te ganaste muy cerca del Inventor Supremo, te
dediques a recordarnos al oído a todos que las cosas se
pueden hacer mejor pensando en los que tienen dificultades
para ver, para oir, para tocar, niños, jóvenes, adultos o
ancianos. Recordándonos que es más fácil dar que recibir.
Hasta luego."
José Enrique
Sígueme en twitter como cotainas y por supuesto...
Visita mi blog y deja tus comentarios en
http://tiflohomero.blogspot.com
Saludos cariñosos
La amistad es luz en la oscuridad. Por eso tú eres la luz que amaina mi ceguera.
Uno no está solo cuando elige estarlo. La verdadera soledad estriba en no poder elegir.
Siempre adelante
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Acção de Formação em Orientação e Mobilidade para Professores do Ensino Especial
A ACAPO – Associação dos Cegos e Ambliopes de Portugal vai realizar uma Acção de Formação em Orientação e Mobilidade dirigida aos Professores do Ensino Especial.
Acção de Formação em Orientação e Mobilidade para Professores do Ensino Especial
Lisboa, 5 a 9 de Setembro (1.º momento)
Destinatários: Professores do Ensino Especial, e outros interessados.
Objectivos: Responder às necessidades de formação dos professores que pretendem ensinar Orientação e Mobilidade aos seus alunos com deficiência visual.
Formador: Peter Colwell
Carga Horária e Cronograma: 60 Horas (divididas em dois momentos de 30 horas cada)
Cronograma:
1.º Momento – de 5 a 9 de Setembro, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00;
2.º Momento – data a definir com os formandos, sendo que se realizará sempre dentro do calendário lectivo 2011/2012.
Local de Realização:
Direcção Nacional da ACAPO
Av. D. Carlos 1.º n.º 126, 9.º andar - 1200-651 Lisboa
Conteúdos Pragmáticos
1.º Momento 2.º Momento
Técnicas de Guia
Técnicas de Protecção
Orientação no Espaço Escolar
O Ensino de Percursos
Introdução da Bengala Técnicas de Bengala
Uso dos Transportes Públicos
Planeamento das Aulas
Avalização do Desempenho dos Alunos
Condições/Mais informações
Inscrição: 300 Euros (50% na inscrição, restante valor no 2.º momento da formação. Desconto de 15% para quem pague a totalidade do curso.
Nota: As inscrições devem ser efectuadas até ao dia 31 de Julho de 2011.
Deverá preencher a ficha de inscrição e envia-la para o e-mail inscricao@acapo.pt
Acção de Formação em Orientação e Mobilidade para Professores do Ensino Especial
Lisboa, 5 a 9 de Setembro (1.º momento)
Destinatários: Professores do Ensino Especial, e outros interessados.
Objectivos: Responder às necessidades de formação dos professores que pretendem ensinar Orientação e Mobilidade aos seus alunos com deficiência visual.
Formador: Peter Colwell
Carga Horária e Cronograma: 60 Horas (divididas em dois momentos de 30 horas cada)
Cronograma:
1.º Momento – de 5 a 9 de Setembro, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00;
2.º Momento – data a definir com os formandos, sendo que se realizará sempre dentro do calendário lectivo 2011/2012.
Local de Realização:
Direcção Nacional da ACAPO
Av. D. Carlos 1.º n.º 126, 9.º andar - 1200-651 Lisboa
Conteúdos Pragmáticos
1.º Momento 2.º Momento
Técnicas de Guia
Técnicas de Protecção
Orientação no Espaço Escolar
O Ensino de Percursos
Introdução da Bengala Técnicas de Bengala
Uso dos Transportes Públicos
Planeamento das Aulas
Avalização do Desempenho dos Alunos
Condições/Mais informações
Inscrição: 300 Euros (50% na inscrição, restante valor no 2.º momento da formação. Desconto de 15% para quem pague a totalidade do curso.
Nota: As inscrições devem ser efectuadas até ao dia 31 de Julho de 2011.
Deverá preencher a ficha de inscrição e envia-la para o e-mail inscricao@acapo.pt
quinta-feira, 5 de maio de 2011
"Outra Modalidade de Relação com o Mundo" - Educação e Reabilitação de Pessoas Invisuais

A Fundação Nossa Senhora da Esperança vai realizar em Castelo de Vide, nos dias 16 e 17 de Junho de 2011, uma conferência de Tiflologia, intitulada "Outra Modalidade de Relação com o Mundo" - Educação e Reabilitação de Pessoas Invisuais.
A Fundação Nossa Senhora da Esperança é uma instituição particular de solidariedade social, de inspiração cristã e de âmbito nacional, que tem por objectivo promover actividades assistenciais nos campos da tiflologia e da terceira idade.
Esta iniciativa surge devido a forte ligação que a Fundação tem com a tiflologia, uma vez que inicialmente a instituição funcionava como asilo de cegos.
Ficha de inscrição disponível em: http://conferencia-em-tifologia.aei.pt/
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Uma estória de vida...
Candidatou-se à universidade e entrou. Poderia ser uma história banal se não estivéssemos a falar de Carolina Ferreira Canais, que, aos 44 anos, se tornou a primeira surda-cega a ingressar no Ensino Superior.
Escolheu a licenciatura em Língua Gestual Portuguesa da Universidade Católica, um curso criado no ano passado especialmente direccionado para surdos, mas que teve que se adaptar para receber esta nova aluna.
Segundo Ana Mineiro, coordenadora da licenciatura, este foi um "investimento da universidade na promoção da igualdade de oportunidades", uma vez que aceitar a sua candidatura implicou a contratação de duas intérpretes tácteis, tradução de manuais para braille e aulas tutorais, pois este é um curso de "Blanded Learning", com formação on-line e presencial de 15 em 15 dias.
Surda de nascença, Carolina começou a debater-se com os problemas de visão há cinco anos. "Em 2005, a minha visão começou a reduzir devido ao Síndrome de Usher, tipo 1, e tem sido uma grande luta, bastante difícil".
Antes de a progressiva cegueira a afectar, fez um curso de contabilidade, trabalhou como funcionária administrativa e quando a visão lhe retirou competências viu-se obrigada a pedir a reforma. Incapaz de estar parada, esforçou-se para entrar no Centro de Reabilitação de Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa, onde aprendeu a cozinhar, passar a ferro e teve aulas de braille e de mobilidade com a bengala. "Aprendi de tudo", conclui. A energia, essa, vai buscá-la "ao desporto, às artes, à escrita ou aos amigos".
Hoje, a universidade é o grande desafio de Carolina Canais, que comunica com as intérpretes e com os colegas através de língua gestual apoiada, ou seja, o desenho das letras na palma da mão ou da leitura táctil do que é expresso em língua gestual. Apesar de utilizar esta língua desde criança, Carolina também aprendeu a falar, aos 24 anos, com um terapeuta, e é entre o gesto e a voz que melhor se expressa.
A viver sozinha num lar, para estar próxima da faculdade, Carolina divide o tempo entre o curso, a natação e as aulas de artes decorativas. O futuro é uma interrogação coroada por um objectivo que persegue há muito: o de ser escritora.
FONTE: http://jn.sapo.pt/VivaMais/Interior.aspx?content_id=1710821
Escolheu a licenciatura em Língua Gestual Portuguesa da Universidade Católica, um curso criado no ano passado especialmente direccionado para surdos, mas que teve que se adaptar para receber esta nova aluna.
Segundo Ana Mineiro, coordenadora da licenciatura, este foi um "investimento da universidade na promoção da igualdade de oportunidades", uma vez que aceitar a sua candidatura implicou a contratação de duas intérpretes tácteis, tradução de manuais para braille e aulas tutorais, pois este é um curso de "Blanded Learning", com formação on-line e presencial de 15 em 15 dias.
Surda de nascença, Carolina começou a debater-se com os problemas de visão há cinco anos. "Em 2005, a minha visão começou a reduzir devido ao Síndrome de Usher, tipo 1, e tem sido uma grande luta, bastante difícil".
Antes de a progressiva cegueira a afectar, fez um curso de contabilidade, trabalhou como funcionária administrativa e quando a visão lhe retirou competências viu-se obrigada a pedir a reforma. Incapaz de estar parada, esforçou-se para entrar no Centro de Reabilitação de Nossa Senhora dos Anjos, em Lisboa, onde aprendeu a cozinhar, passar a ferro e teve aulas de braille e de mobilidade com a bengala. "Aprendi de tudo", conclui. A energia, essa, vai buscá-la "ao desporto, às artes, à escrita ou aos amigos".
Hoje, a universidade é o grande desafio de Carolina Canais, que comunica com as intérpretes e com os colegas através de língua gestual apoiada, ou seja, o desenho das letras na palma da mão ou da leitura táctil do que é expresso em língua gestual. Apesar de utilizar esta língua desde criança, Carolina também aprendeu a falar, aos 24 anos, com um terapeuta, e é entre o gesto e a voz que melhor se expressa.
A viver sozinha num lar, para estar próxima da faculdade, Carolina divide o tempo entre o curso, a natação e as aulas de artes decorativas. O futuro é uma interrogação coroada por um objectivo que persegue há muito: o de ser escritora.
FONTE: http://jn.sapo.pt/VivaMais/Interior.aspx?content_id=1710821
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Código universal ColorAdd adoptado pela Fábrica de lápis Viarco

A única fábrica de lápis da Península Ibérica, a portuguesa Viarco, vai disponibilizar no próximo ano lectivo uma gama de produtos acessível a daltónicos, utilizando o código universal ColorAdd, em que as cores são representadas em formas gráficas.
“Poder reduzir a um símbolo uma cor é uma ideia fantástica e nós sabemos que, efectivamente, há um grupo de crianças para quem este código pode fazer toda a diferença”, afirmou à Lusa o diretor da Viarco, José Vieira.
A Viarco, tendo conhecimento da existência do ColorAdd, sistema de identificação de cores para daltónicos desenvolvido pelo designer Miguel Neiva, entendeu que, “independentemente do factor comercial, havia uma obrigação” de o incluir em material didáctico tão importante como os lápis de cor.
Nesta primeira fase, disse José Vieira, a Viarco vai desenvolver uma colecção de materiais -- lápis de cor e ceras - para crianças e jovens. “As crianças com três ou quatro anos, que estão a aprender as cores, rapidamente se habituarão ao código, associando a cor ao símbolo inscrito em cada um dos lápis”.
A Viarco vai incluir nas embalagens uma espécie de instruções, “uma escala de cores com os respectivos símbolos para as cores primárias, e a sua multiplicação”, acrescentou o responsável. “A limitação das crianças daltónicas é um factor de exclusão e a própria criança sente-se diminuída relativamente às outras”, sustentou José Vieira, para quem a introdução deste código nos lápis revela-se também “um factor de diferenciação” em relação à concorrência.
As coleções de 12 lápis de cor com o código impresso estarão, numa primeira fase, apenas disponíveis na loja online da Viarco, uma vez que “entrar na distribuição” em Julho é já muito tarde para que o produto esteja disponível, por exemplo, nas grandes superfícies em finais de Agosto.
Quanto ao custo desta coleção, José Vieira referiu que, numa fase inicial, haverá uma diferença entre uma caixa que tenha o ColorAdd e outra sem, mas “será sempre de cêntimos, não mais do que isso”. “O processo produtivo terá que ser afinado, porque cada cor terá a sua simbologia”, explicou, acrescentando, contudo, que a ideia é implementar progressivamente o código a todos os produtos da Viarco, sedeada em S. João da Madeira.
Estes lápis de cor com o código estarão expostos de 19 a 25 de Julho no pavilhão de Portugal na Expo Xangai 2010, na China, no âmbito de um convite dirigido pelo IAPMEI e Centro Português de Design ao designer Miguel Neiva.
Os lápis da Viarco farão parte da mostra “Design Portugal. Design para Um Mundo Melhor”, que visa apresentar produtos e projectos de autores e empresas nacionais que revelam princípios de sustentabilidade, preocupação de impacto ambiental, reutilização de materiais, inovação e claros contributos para a sociedade.
O designer afirmou à Lusa ser “uma enorme honra ser autor de um projecto de inclusão de dimensão mundial, mas 100 por cento 'made in' Portugal” e que “mereceu a escolha para um evento desta dimensão”.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Olhos Vendados - Esculturas em papel machê - Adriana Rizkallah
Uma Experiência Tátil
A exposição individual da artista plástica faz homenagem aos 200 anos de nascimento de Louis Braille, criador do Sistema Braille - código de leitura para os deficientes visuais. O Departamento Filatélico dos Correios lançará na abertura da exposição, no próximo 5 de novembro, o Selo Comemorativo ao Bicentenário de Braille, em Cerimonial, com a participação da ADEVA, Associação dos Deficientes Visuais e Amigos.
O ponto de contato entre a obra da artista plástica Adriana Rizkallah e o método desenvolvido por Louis Braille, que propiciou a leitura aos deficientes visuais, é o papel. Some-se a ele a experiência tátil e sensorial. O papel é uma das matérias-primas do elemento com que a artista desenvolve suas esculturas e objetos, dando-lhes tanto o cerne quanto a textura, também a sugestão ao tato da mensagem que as obras enviam a quem com elas interage. No Sistema Braille, o papel recebe também texturas que podem ser relevo ou perfuração, como esculturas que transmitem o que se quer revelar na possibilidade de leitura para quem vê o mundo por um olhar que não pode passar pelos olhos.
A exposição OLHOS VENDADOS é mais que uma mostra de arte, é uma proposta de experiência tátil e sensorial, de pura beleza para quem enxerga com os olhos e, especialmente, para aqueles que enxergam através de um outro tipo de olhar. O trabalho de Adriana divide-se em concreto e em orgânico. O concreto que se transforma visualmente em aço, pedra, mármore, cerâmica, sem contudo perder a leveza - o monolítico dos primórdios em que as primeiras escritas foram cravadas. O orgânico revela a vida que pulsa no seu trabalho. As peças orgânicas reagem ao sol e à umidade, alterando autonomamente sua forma e textura:
a sensação do toque agora será outro, momentos mais tarde.
Sua obra transforma o espaço, fixando-se no chão, no teto, e em suportes, cria caminhos para um passeio tátil visual e sensorial. Depois, as esculturas orgânicas e concretas se fixam nas paredes, possibilitando a exploração do “olhar” através dos sentidos. Outra vertente do trabalho de Adriana são as esferas, sugerindo globos oculares, com orifícios para que o expectador explore a obra por meio de uma vivência tátil e lúdica. Ainda, uma quarta vertente constroe “livros”, fazendo referência ao Sistema Braille, estimulando o prazer pela leitura com as mãos.
OLHOS VENDADOS é uma experiência forte em que a realidade lúdica se aplica aos sentidos através de uma identidade abstrata e de intensa emotividade. Os símbolos são grandes círculos, vazados, esferas que imitam a órbita ocular - a bola que roda para qualquer lugar como uma grande pupila, enxergando tudo ao redor, a refração da luz que irrompe e atende à visão não como atividade, mas como a libido, de olhar e ser olhado pelo toque das mãos, conferindo o desejo pelo objeto, pelas cores e pela vida.
A exposição OLHOS VENDADOS abre com Cerimonial do departamento Filatélico dos Correios para o lançamento do Selo do Bicentenário de Louis Braille. Quatro personalidades convidadas receberão o selo em estojo de couro que será marcado com o carimbo de prata. O Selo Comemorativo ficará disponível ao público em todas as agências dos Correios do país.
A exposição aliada ao lançamento do Selo Louis Braille marca uma data de grande importância para os deficientes visuais. Para o diretor-presidente da ADEVA, Associação dos Deficientes Visuais e Amigos, Markiano Charan Filho, “a importância dessa exposição, associada ao lançamento do Selo Comemorativo Louis Braille, é que o tato é um sentido vital para as pessoas com deficiência visual. É por meio do toque ou do tato que o cego participa da evolução do mundo.
Já o selo tem grande importância, pois marca o bicentenário de nascimento de alguém que pode ser considerado um gênio. Louis Braille tirou as pessoas cegas da escuridão da ignorância e da segregação social”, diz.
A exposição OLHOS VENDADOS será aberta no próximo 5 de novembro e vai até 30 de novembro de 2009, no Casarão Brasil, à rua Frei Caneca, nº 1.057, próximo à estação Consolação do Metrô, em São Paulo - Capital. O horário de visita é de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h, com entrada gratuita. Informações no fone (11) 3171-3739.
Artista Plástica: ADRIANA RIZKALLAH - contato:
adrianarizkallah@uol.com.br. Site: http://www.adrianarizkallah.com.br/
Curadoria do evento: Robert Richard, presidente da ABAPC - Associação Brasileira dos Artistas Plásticos e de Colagem. Contato:
aapc@aapc.com.br.
ADEVA - Associação dos Deficientes Visuais e Amigos - contato: Casarão Brasil – contato@casarãobrasil.com.br.
Fonte: Ler Para Ver
A exposição individual da artista plástica faz homenagem aos 200 anos de nascimento de Louis Braille, criador do Sistema Braille - código de leitura para os deficientes visuais. O Departamento Filatélico dos Correios lançará na abertura da exposição, no próximo 5 de novembro, o Selo Comemorativo ao Bicentenário de Braille, em Cerimonial, com a participação da ADEVA, Associação dos Deficientes Visuais e Amigos.
O ponto de contato entre a obra da artista plástica Adriana Rizkallah e o método desenvolvido por Louis Braille, que propiciou a leitura aos deficientes visuais, é o papel. Some-se a ele a experiência tátil e sensorial. O papel é uma das matérias-primas do elemento com que a artista desenvolve suas esculturas e objetos, dando-lhes tanto o cerne quanto a textura, também a sugestão ao tato da mensagem que as obras enviam a quem com elas interage. No Sistema Braille, o papel recebe também texturas que podem ser relevo ou perfuração, como esculturas que transmitem o que se quer revelar na possibilidade de leitura para quem vê o mundo por um olhar que não pode passar pelos olhos.
A exposição OLHOS VENDADOS é mais que uma mostra de arte, é uma proposta de experiência tátil e sensorial, de pura beleza para quem enxerga com os olhos e, especialmente, para aqueles que enxergam através de um outro tipo de olhar. O trabalho de Adriana divide-se em concreto e em orgânico. O concreto que se transforma visualmente em aço, pedra, mármore, cerâmica, sem contudo perder a leveza - o monolítico dos primórdios em que as primeiras escritas foram cravadas. O orgânico revela a vida que pulsa no seu trabalho. As peças orgânicas reagem ao sol e à umidade, alterando autonomamente sua forma e textura:
a sensação do toque agora será outro, momentos mais tarde.
Sua obra transforma o espaço, fixando-se no chão, no teto, e em suportes, cria caminhos para um passeio tátil visual e sensorial. Depois, as esculturas orgânicas e concretas se fixam nas paredes, possibilitando a exploração do “olhar” através dos sentidos. Outra vertente do trabalho de Adriana são as esferas, sugerindo globos oculares, com orifícios para que o expectador explore a obra por meio de uma vivência tátil e lúdica. Ainda, uma quarta vertente constroe “livros”, fazendo referência ao Sistema Braille, estimulando o prazer pela leitura com as mãos.
OLHOS VENDADOS é uma experiência forte em que a realidade lúdica se aplica aos sentidos através de uma identidade abstrata e de intensa emotividade. Os símbolos são grandes círculos, vazados, esferas que imitam a órbita ocular - a bola que roda para qualquer lugar como uma grande pupila, enxergando tudo ao redor, a refração da luz que irrompe e atende à visão não como atividade, mas como a libido, de olhar e ser olhado pelo toque das mãos, conferindo o desejo pelo objeto, pelas cores e pela vida.
A exposição OLHOS VENDADOS abre com Cerimonial do departamento Filatélico dos Correios para o lançamento do Selo do Bicentenário de Louis Braille. Quatro personalidades convidadas receberão o selo em estojo de couro que será marcado com o carimbo de prata. O Selo Comemorativo ficará disponível ao público em todas as agências dos Correios do país.
A exposição aliada ao lançamento do Selo Louis Braille marca uma data de grande importância para os deficientes visuais. Para o diretor-presidente da ADEVA, Associação dos Deficientes Visuais e Amigos, Markiano Charan Filho, “a importância dessa exposição, associada ao lançamento do Selo Comemorativo Louis Braille, é que o tato é um sentido vital para as pessoas com deficiência visual. É por meio do toque ou do tato que o cego participa da evolução do mundo.
Já o selo tem grande importância, pois marca o bicentenário de nascimento de alguém que pode ser considerado um gênio. Louis Braille tirou as pessoas cegas da escuridão da ignorância e da segregação social”, diz.
A exposição OLHOS VENDADOS será aberta no próximo 5 de novembro e vai até 30 de novembro de 2009, no Casarão Brasil, à rua Frei Caneca, nº 1.057, próximo à estação Consolação do Metrô, em São Paulo - Capital. O horário de visita é de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h, com entrada gratuita. Informações no fone (11) 3171-3739.
Artista Plástica: ADRIANA RIZKALLAH - contato:
adrianarizkallah@uol.com.br. Site: http://www.adrianarizkallah.com.br/
Curadoria do evento: Robert Richard, presidente da ABAPC - Associação Brasileira dos Artistas Plásticos e de Colagem. Contato:
aapc@aapc.com.br.
ADEVA - Associação dos Deficientes Visuais e Amigos - contato: Casarão Brasil – contato@casarãobrasil.com.br.
Fonte: Ler Para Ver
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Fechar os olhos e experimentar
A Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) assinalou os seus 20 anos de existência realizando em Lisboa actividades que desafiaram quem vê a viver o quotidiano dos invisuais.
Esta iniciativa teve lugar no Centro Comercial Colombo entre as 10h00 e as 22h00 e visou dar a conhecer a missão da associação, permitindo a todos vivenciar varias componentes quotidianas da vida de uma cego.
Uma das actividades foi um workshops sobre o Alfabeto Braille, onde os participantes escreveram o seu nome em Braille num postal que levaram para casa.
No Espaço dedicado às Novas Tecnologias e Emprego esteve disponível um computador e telefone com software de voz, teclado amplificado, onde as pessoas poderão testar a acessibilidade das páginas Web e até navegar na internet com os olhos vendados.
O objectivo, segundo a associação, foi conseguir que o visitante perceba que, com ajudas técnicas, a pessoa com deficiência visual pode estudar e trabalhar.
Fechar os olhos e experimentar
"Quisemos assinalar a data demonstrando à população que actividades e serviços a ACAPO disponibiliza e ao mesmo tempo convidar as pessoas a "fecharem os olhos" e vivenciarem algumas experiências, como por exemplo aceder a uma página de Internet sem verem o teclado do seu computador", explicou Carlos Lopes, presidente da ACAPO.
No Espaço de Estimulação Sensorial e Acessibilidade, o visitante, de olhos vendados, pode "arrumar" na despensa vários produtos (frascos, embalagens, etc), pintar desenhos em alto-relevo, adivinhar alimentos e objectos através do tacto e do olfacto ou reconhecer notas e moedas em circulação.
Entre as 18h00 e as 19h00 foi a hora do conto. Daniela Santiago, jornalista da RTP, é a autora do livro "O Caramelo da Leonor", lançado em Setembro, com a particularidade de ter uma versão em Braille. O conto foi lido pela autora e por uma criança cega.
Fonte: Expresso

Esta iniciativa teve lugar no Centro Comercial Colombo entre as 10h00 e as 22h00 e visou dar a conhecer a missão da associação, permitindo a todos vivenciar varias componentes quotidianas da vida de uma cego.
Uma das actividades foi um workshops sobre o Alfabeto Braille, onde os participantes escreveram o seu nome em Braille num postal que levaram para casa.
No Espaço dedicado às Novas Tecnologias e Emprego esteve disponível um computador e telefone com software de voz, teclado amplificado, onde as pessoas poderão testar a acessibilidade das páginas Web e até navegar na internet com os olhos vendados.
O objectivo, segundo a associação, foi conseguir que o visitante perceba que, com ajudas técnicas, a pessoa com deficiência visual pode estudar e trabalhar.
Fechar os olhos e experimentar
"Quisemos assinalar a data demonstrando à população que actividades e serviços a ACAPO disponibiliza e ao mesmo tempo convidar as pessoas a "fecharem os olhos" e vivenciarem algumas experiências, como por exemplo aceder a uma página de Internet sem verem o teclado do seu computador", explicou Carlos Lopes, presidente da ACAPO.
No Espaço de Estimulação Sensorial e Acessibilidade, o visitante, de olhos vendados, pode "arrumar" na despensa vários produtos (frascos, embalagens, etc), pintar desenhos em alto-relevo, adivinhar alimentos e objectos através do tacto e do olfacto ou reconhecer notas e moedas em circulação.
Entre as 18h00 e as 19h00 foi a hora do conto. Daniela Santiago, jornalista da RTP, é a autora do livro "O Caramelo da Leonor", lançado em Setembro, com a particularidade de ter uma versão em Braille. O conto foi lido pela autora e por uma criança cega.
Fonte: Expresso
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Campanha “Um olhar por quem não vê”
A campanha “Um olhar por quem não vê” marcou as comemorações do Dia Mundial da Bengala Branca, assinalado a 15 de Outubro, no Algarve.
A campanha da delegação do Algarve da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) visou angariar fundos para a instituição e sensibilizar a sociedade civil para a problemática da deficiência visual, ao nível de acessibilidades e do ponto de vista da integração socioprofissional desta população.
As actividades agendadas para dia 15 de Outubro decorreram em Faro e incluiram, no Museu Municipal, a exposição e demonstração de ajudas técnicas para a deficiência visual (10h00), uma sessão de esclarecimento sobre a mobilidade das pessoas com deficiência visual (15h00), a apresentação da campanha de angariação de fundos “Um olhar por quem não vê” (15h45) e o “Percurso dos sentidos” (16h30), onde pessoas com visão serão ‘cegas’ por uns minutos ao experimentarem a utilização de uma bengala branca, num percurso entre o museu e a Câmara Municipal.
À noite, o Auditório da Fundação Pedro Ruivo recebeu, a partir das 21h30, um espectáculo de música e poesia, organizado pelo Lions Clube, cujo valor do bilhete de entrada (5 euros) reverteu a favor da ACAPO.
Fonte: Observatório do Algarve

A campanha da delegação do Algarve da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO) visou angariar fundos para a instituição e sensibilizar a sociedade civil para a problemática da deficiência visual, ao nível de acessibilidades e do ponto de vista da integração socioprofissional desta população.
As actividades agendadas para dia 15 de Outubro decorreram em Faro e incluiram, no Museu Municipal, a exposição e demonstração de ajudas técnicas para a deficiência visual (10h00), uma sessão de esclarecimento sobre a mobilidade das pessoas com deficiência visual (15h00), a apresentação da campanha de angariação de fundos “Um olhar por quem não vê” (15h45) e o “Percurso dos sentidos” (16h30), onde pessoas com visão serão ‘cegas’ por uns minutos ao experimentarem a utilização de uma bengala branca, num percurso entre o museu e a Câmara Municipal.
À noite, o Auditório da Fundação Pedro Ruivo recebeu, a partir das 21h30, um espectáculo de música e poesia, organizado pelo Lions Clube, cujo valor do bilhete de entrada (5 euros) reverteu a favor da ACAPO.
Fonte: Observatório do Algarve
Exposição de fotografia em relevo para invisuais

Uma exposição de fotografia dirigida a pessoas invisuais parece ser uma brincadeira de mau gosto. Mas está bem longe de o ser.
A mostra «Fotografia em Relevo», de Paulo Abrantes, foi especialmente criada para este público e pode ser visitada no edifício da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDRA) até ao dia 29 de Outubro.
O fotógrafo usou uma técnica que assenta em imagens a preto e branco e recorre a um papel especial que adquire relevo ao ser impresso. O preto corresponde às zonas com maior relevo e o branco à ausência deste, com os cinzentos a adquirir alturas diferentes, conforme a sua intensidade. A legenda da fotografia também está inscrita em Braille.
A iniciativa foi lançada no Dia Mundial da Visão, que se celebra a 8 de Outubro. Numa sessão muito participada, já que foram muitos os alunos da Universidade do Algarve presentes, Paulo Abrantes, que já há cerca de seis anos se dedica a projectos nesta área, foi muito crítico no seu discurso.
Segundo o fotógrafo, quando revelou a sua ideia ao mundo, apenas foi incentivado a avançar pela Acapo- Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal. «Se não fosse a Acapo, nada disto existia», garantiu.
Paulo Abrantes, ainda que sem lançar nomes, disse que, quando deu a conhecer a ideia, não viu «grande entusiasmo das pessoas ligadas à fotografia, arte e cultura», nem «por parte das entidades».
Mais tarde, acabou por encontrar um entusiasta no comissário de Coimbra Capital da Cultura 2003, que lhe abriu as portas do evento. Esteve também na Faro Capital da Cultura, em 2005, com a sua mostra «Luz Táctil».
O facto de, por ocasião da inauguração desta exposição, estarem juntos na mesma sala os responsáveis pelo Governo Civil, pelas direcções regionais de Educação e de Cultura e pela Administração Regional de Saúde do Algarve (ARSA), esta última a organizadora do evento, significa, para Paulo Abrantes, «que algo já mudou no Algarve».
O artista vê as exposições que promove nesta área, que já o levaram a Espanha e ao Brasil, como «uma oportunidade de juntar as pessoas e aproximar a sociedade em geral dos que vivem directamente os problemas da visão e da cegueira».
Ricardo Martins, dirigente da Acapo a nível regional, também partilha desta visão. Até porque considera que a associação que representa, «além do dever de reabilitação e integração profissional e social» que tem para com os seus associados, também tem interesse «em estar junto da sociedade em geral».
«É neste tipo de iniciativa que a palavra inclusão está escrita com todas as letras e das quais nos sentimos orgulhosos», revelou.
«Eu já vi, em tempos, pelo que tenho noção da imagem. Mas para os que nunca viram, esta é uma experiência que certamente lhes ficará marcada na memória. Será uma oportunidade única para muitos deles», considerou Ricardo Martins.
O presidente da ARSA Rui Lourenço frisou ainda que o entendimento da entidade que dirige, em termos de saúde, «é mais lato do que a maioria das pessoas pensa».
«A saúde é também um recurso para o desenvolvimento pessoal e bem-estar da comunidade», considerou.
hugo rodrigues
Fonte: Ler Para Ver
terça-feira, 20 de outubro de 2009
20º aniversário da ACAPO

20º Aniversário da ACAPO: De olhos bem fechados - experiências no Centro Colombo.
Dia 20 de Outubro, a ACAPO (Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal) assinala o seu vigésimo aniversário, com a dinamização de várias actividades abertas ao público em geral, no Centro Colombo, entre as 10h e as 22h, no espaço ACAPO situado no Praça Equador no piso 1. O objectivo desta iniciativa é dar a conhecer a missão da Associação e permitir que as pessoas possam experienciar várias componentes quotidianas da vida de um cego.
Carlos Lopes, presidente da ACAPO afirma "Quisemos assinalar a data demonstrando à população que actividades e serviços a ACAPO disponibiliza e ao mesmo tempo convidar as pessoas a "fecharem os olhos" e a vivenciarem algumas experiências, como por exemplo aceder a uma página de internet sem verem o teclado do seu computador."
O stand da ACAPO estará organizado por áreas diversas. Durante o dia 20, serão realizados workshops sobre o Alfabeto Braille, onde os participantes podem escrever o seu nome e uma dedicatória em Braille num postal que podem levar para casa. No Espaço Novas Tecnologias e Emprego, estará disponível um computador e telefone com software de voz, teclado ampliado, onde as pessoas poderão testar a acessibilidade das páginas Web e até navegar na internet com os olhos vendados. O objectivo é que o visitante perceba que, com ajudas técnicas, a pessoa com deficiência visual pode estudar e trabalhar sem restrições.
No Espaço de Estimulação Sensorial e Acessibilidade, o visitante, de olhos vendados poderá "arrumar" na despensa vários produtos (frascos, embalagens, etc), pintar desenhos em alto-relevo, adivinhar alimentos e objectos através do tacto e do olfacto ou reconhecer notas e moedas em circulação.
A Mascote da Associação Nacional de Desporto para Deficientes Visuais vai "ajudar" a divulgar esta iniciativa da ACAPO, apelando que os transiuntes visitem as iniciativas no Centro Comercial Colombo, nomeadamente as actividades físicas mais comuns que o deficiente visual pratica.
Entre as 18h e as 19h, é a hora do conto. Daniela Santiago, jornalista da RTP, é a autora do livro "O Caramelo da Leonor", lançado em Setembro, com a particularidade de ter uma versão em Braille. O conto será lido pela autora e por uma menina cega.
Para as 19h está marcado o momento de cantar os Parabéns à ACAPO. Estão convidados algumas entidades institucionais e algumas figuras públicas para o corte do bolo.
Fonte: ACAPO
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Centro de Memória Dorina Nowill / Fundação Dorina Nowill para Cegos

Programa de Orientação para Museus Acessíveis
O Centro de Memória Dorina Nowill foi criado em 2002, na FDNC - Fundação Dorina Nowiill para Cegos, com o objetivo de preservar a história da inclusão da pessoa com deficiência visual no Brasil.
O Centro de Memória também é acessível às pessoas com deficiência física. E desde 2003, vem ampliando sua atuação em prol da inclusão, com a criação do Programa de Orientação para Museus Acessíveis. O programa faz visitas de sensibilização e ministra workshops de formação sobre acessibilidade para pessoas com deficiência visual.
"Durante as visita, estamos na companhia de pessoas videntes que nos descrevem com detalhes o local, além do que, utilizamos as escadas; rampas (quando existem); sentimos sinais pódo-táteis (quando os mesmos estão lá); verificamos se existem publicações acessíveis (folhetos em braille, catálogos digitais etc) e recursos sensoriais (maquetes, réplicas, etc), além de áreas de descanso, e principalmente, se os monitores foram treinados", explica Antonio Carlos, um dos voluntários do programa.
Coordenados pela especialista em acessibilidade em museus, Viviane Panelli Sarraf, os voluntários do programa (em sua maioria pessoas com deficiência visual) já estiveram no Museu de Zoologia da USP; Museu de Geociências da USP, Museu Lasar Segall; Espaço Cultural do Banco Real; Museu do Instituto Biológico; Museu Biológico; Museu de Microbiologia do Instituto Butantã; Museu da Bíblia; MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo; Museu do Instituto Adolfo Lutz; Museu de Arte Brasileira da FAAP; e exposições na OCA; (Parque do Ibirapuera), todos no município de São Paulo.
"Os museus que efetivamente implantam programas acessíveis começam a receber mais visitas", comenta Viviane. Desde abril de 2005, a exposição "Fundação e Suas Muitas Histórias" do Centro de Memória Dorina Nowill recebeu aproximadamente 1.200 pessoas com deficiência acompanhadas de educadores. Segundo a especialista, esse número é maior ainda, somado aos visitantes espontâneos.
Para Viviane, "a acessibilidade torna o museu mais atrativo para um maior número de visitantes potenciais. As rampas para pessoas em cadeiras de rodas também são úteis para carrinhos de bebê; e sinalizações e identificações de peças em letras grandes também facilitam a leitura de crianças e de pessoas da terceira idade, por exemplo. No entanto, o grande desafio hoje é tornar a informação acessível e eliminar as barreiras mais difíceis, as atitudinais (o pré-conceito de cada indivíduo)".
Para tornar ou criar ambientes convidativos a todas as pessoas, é preciso unir forças e trabalhar em conjunto. Parcerias eficazes e de baixo custo com ONGs, instituições, órgãos públicos, escolas e universidades, centros culturais, empresas privadas, e profissionais é o melhor caminho para levar cultura a todos. Os museus são um dos melhores exemplos de como é possível que a arte esteja ao alcance de todos.
Basta querer!
Antonio Carlos e Marieta são voluntários do programa de acessibilidade em museus da FDNC. Saibam o que eles pensam sobre o assunto e conheça um pouco mais sobre o trabalho que realizam, clicando em seus nomes.
*Leandra Migotto Certeza é paulista, deficiente física, Produtora Editorial, Jornalista há oito anos (MTb 40546), Repórter e colunista voluntária da Rede SACI e do Site Sentidos. Participa da Rede de Ativistas de Direitos Humanos do Hemisfério Sul e Rede Diálogo DH da Conectas - Direitos Humanos. É Diretora de Divulgação Voluntária da ABOI - Associação de Osteogeneis Imperfecta, e voluntária do Conselho Municipal da Pessoa Deficiente de SP. Foi uma das quatro brasileiras premiadas no concurso de periodismo Sociedad Para Todos na Colômbia, e ficou em segundo lugar no "Sexto Congresso Internacional Prazeres Dês-Organizados - Corpos, Direitos e Culturas em Transformação", promovido pela IASSCS - Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade, em Lima no Peru na Categoria: apresentação de pôster sobre o projeto "Fantasias Caleidoscópicas" (ensaio fotográfico sensual de pessoas com deficiência) sobre o tema: Sexualidad y Mujeres con Discapacidad, em 2007. Desenvolve o projeto, Caleidoscópio Comunicações - Consultoria em Inclusão Social, realizando palestras, treinamentos e assessoria técnica em empresas, escolas e ONGs. Informações: inclusaosocial@yahoo.com.br e Tel: 55 (0xx11) 3453-5370 ou 8697-9067.
*Viviane Panelli Sarraf é Especialista em Acessibilidade em Museus, Pesquisadora da ECA - USP na área de Políticas Culturais de Acessibilidade em Museus, e Diretora da Museus Acessíveis Serviços Museológicos e Culturais, que presta serviços para a Fundação Dorina Nowill para Cegos, além de outros museus e/ou centros culturais. Informações: vsarraf@gmail.com.
Fonte: Sentidos
Link para a FundaçãoDorina Nowill: http://www.fundacaodorina.org.br
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