Normas de Conduta
Nunca siga um cego com a finalidade de o ajudar, ele perceberá e tornar-se-á inseguro;
Faça-se notar antes de iniciar conversa, apresente-se. Da mesma forma, despeça-se antes de sair para que ele saiba que vai deixar de estar presente.
Nunca exprima compaixão ou expressões de excessiva admiração por o cego ser capaz de fazer coisas que os visuais também fazem.
Por norma, quando guiados têm muito medo de se perder do seu guia, transmita-lhe segurança andando devagar e com cuidado.
Ofereça o braço e deixe que seja o cego a apoiar-se nele (ele vai agarra-lo um pouco acima do cotovelo), não devemos agarrar o braço do cego ou empurrá-lo à nossa frente.
É desnecessário mencionar direcções, ele percebe através da sua sensibilidade direccional.
Somente em locais estreitos é que o guia deve passar à frente.
Informe quando subir ou descer degraus.
Sempre que aparecer algum obstáculo que impeça o percurso ou que apresente perigo para com o cego deve ser mencionado e identificado, se disser apenas “cuidado” ele não saberá a que se refere! No caso dos degraus, somente deve dizer o seu número se forem poucos e de fácil contagem, caso contrário, um erro na sua contagem pode transmitir-se numa queda grave. No caso de escadas com corrimão deve colocar a mão da pessoa cega no mesmo para que lhe seja mais fácil a orientação.
Nunca ajude um cego acompanhado por um cão guia sem que ele lho peça.
No caso do cego vir acompanhado por um cão-guia este não deve ser distraído da sua função/missão. Cativar a sua atenção, chamando-o, oferecendo-lhe comida e/ou festas irá comprometer o percurso original.
Não esqueça que o cão-guia que acompanha o invisual tem permissão de entrada em locais públicos estabelecida na Lei de Bases da Prevenção e da Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência, Lei n.º 9/89 de 2 de Maio e nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 198º da Constituição, o qual menciona “O presente diploma estabelece o direito de acessibilidade dos deficientes visuais acompanhados de cães-guia a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público…” (artigo 1º), da mesma forma é importante referir que “O direito de acesso previsto ao artigo anterior não implica qualquer custo suplementar para o invisual e prevalece sobre quaisquer proibições que contrariem o disposto no presente diploma, ainda que assinalados por placas ou outros sinais distintos.” E este direito apenas pode ser negado caso o animal apresente “… sinais manifestos de doença, agressividade, falta de asseio (…) ou outra característica anormal (…) ou se comporte de forma inadequada de modo a perturbar o normal funcionamento do local em causa…”.
Não se deve alterar o uso de expressões orais a fim de evitar termos relacionados com a visão, como “olhe” / “veja” ou da denominação de “cego” / ”cegueira”. Estas devem ser usadas sem constrangimentos, pelo contrário, não deve ser feita a sua substituição por, como por exemplo, “apalpe”.
Sempre que se verificar uma conversa em grupo na presença de uma ou mais pessoas cegas, antes de se dirigir a elas deve pronunciar o seu nome para que saiba que nos estamos a dirigir a ela, no caso de não sabermos ou não nos recordarmos no nome devemos tocar-lhe aquando iniciarmos conversa, desta forma saberá que é com ela que falamos.
Se pretendermos que a pessoa invisual se sente, basta colocarmos a sua mão nas costas ou no braço da cadeira, isto dar-lhe-á independência suficiente para o acto. Informe-o se a cadeira está à esquerda ou à direita.
Numa escada deve colocar-lhe a mão no corrimão e informe-o quando começar e acabar.
Não fale num tom mais alto do que aquele que empregaria normalmente.
Dirigir-se sempre ao invisual e não ao seu acompanhante.
Se ele perder o sentido da direcção explique-lhe o que se encontra à frente / trás, direita / esquerda.
Ao ajudar um cego a entrar num carro avise-o se se vai sentar à frente e a traseira. Coloque-lhe a mão na borda superior da porta aberta, com a outra mão ele tocará no tecto e depois no assento.
Ás refeições, se a sua ajuda for solicitada, diga o que está no prato seguindo a direcção dos ponteiros, como por exemplo: arroz às 6h e carne às 10h. Mostre o lugar do copo e evite enche-lo demais. Aos fumadores dê um cinzeiro.
Se ajudar a tirar / guardar um casaco informe onde o colocou.
Evite “risadas” perto de um cego, ele não saberá se se está a rir dele e isso deixá-lo-á inseguro.
As portas são muitas vezes um problema, uma vez que, não vêm para que lado esta abre.
Sou estudante de turismo estou fazendo meu trabalho de conclusão de curso sobre acessibilidade para portadores de deficiência fisica e visual em museus de bh,pegarei três museus e falarei sobre isto,para ampliar tenhu ido aos museus ,e hoje me deparei com um absurdo ,perguntei sobre banheiro com acessibilidade e primeiro a recepcionista me passo o local errado ae perguntei a um munitor onde era ,e vi que so pooderia ir de elevador ou dar a volta no quarteirão ,pois era no andar inferior,e pior vem agora o banheiro estava trancado e nimguem sabia onde estava a chave,agora pensem o seguinte e se fosse um cadeirante que quisesse usar? ficaria sem usar .onde está a responsabilidade social destes funciorarios e da administração? Ai minha responsabilidade chamou minha atenção e perguntei a recepcionista ela ficou muda,sai de coração na mão ,as pessoas precisam se conscientizar mais..bjk ate mais
ResponderEliminarOi Sônia,
ResponderEliminarParabéns pelo Trabalho!!!