terça-feira, 8 de setembro de 2009

Projecto MusiBraille


"O projeto MUSIBRAILLE destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes as dos colegas de visão normal", explica Dolores. Com o apoio do Governo Federal Brasileiro e dos governos estaduais será realizado gratuitamente um curso de capacitação para profissionais de educação musical que pretendem trabalhar com músicos e estudantes cegos e criar e manter biblioteca virtual de músicas em Braille.

"O ineditismo do projeto já justifica a sua execução, cabendo destacar que será o primeiro software da língua portuguesa para a transcrição de partituras em Braille, podendo ser adotado por outros países lusofônicos", diz Dolores. A intenção do projeto é melhorar e ampliar as possibilidades do músico cego no mercado de trabalho, incluída aí a atividade de ensino de música em suas múltiplas vertentes e permitir a troca de conhecimento e divulgação de obras por meio de biblioteca musical Braille instalada na página da internet onde o programa ficará disponível para cópia gratuita. A inclusão social é uma das principais resultantes do projeto.

A técnica de Musicografia Braille é uma das principais ferramentas que permitem essa equivalência. Ela foi desenvolvida em 1828 por Louis Braille (Francês), que adaptou a técnica para transcrição de textos também desenvolvida para a transcrição musical. Através desta técnica um texto musical de qualquer complexidade pode ser transcrito para a forma tátil e facilmente assimilado pelos deficientes visuais.

O projeto Musibraille destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes as dos colegas de visão normal. Segundo Dolores, existem poucos programas de computador disponíveis no mercado para transcrição musical em Braille e, para o contexto brasileiro, esses programas estão fora da realidade uma vez que, além de caros, são incompletos e não emulam voz em português, impedindo a disseminação da utilização direta ou como ferramenta de ensino qualificado. "Além disso, como os professores de música não têm conhecimento da Musicografia Braille, recusam os estudantes por julgarem impossível o aprendizado da partitura musical com efetividade."

O Software Musibraille será distribuído nas oficinas de capacitação que serão realizadas em uma Capital de cada uma das regiões geográficas do Brasil. Também será distribuído gratuitamente por meio de página na internet onde os beneficiados, professores, alunos cegos e o público em geral poderão baixar cópia do programa. Além do Software Musibraille, serão distribuídos, no curso de capacitação, o livro em tinta para os professores e o caderno de exercício em braille para o professor aplicar ao aluno cego, ou vice versa.

"Esperamos ter um grande número de pessoas interessadas no curso, tanto para professores de música, quanto para músicos cegos e arte educadores. Queremos com esse projeto darmos a oportunidade para pessoas cegas terem as mesmas ferramentas das pessoas com visão normal, lendo partituras, escrevendo e compondo e mais do que tudo, tendo o ingresso nas Universidades, Faculdades e Conservatórios de Música com igualdade de oportunidades profissionais."

Fonte: Sentidos

DSAI 2009 - International Conference on Software Development for Enhancing Accessibility and Fighting Info-exclusion

De 3 a 5 de Junho decorreu no MSFT - Software para Microcomputadores, Lda., Taguspark, Lisboa, o DSAI 2009 - International Conference on Software Development for Enhancing Accessibility and Fighting Info-exclusion.

O DSAI 2009 teve como principal objectivo contribuir para as Iniciativas Europeias de e-Inclusão, de modo a promover um amplo debate sobre as novas tendências, novas tecnologias e novos suportes projectados para pessoas com necessidades especiais.

Para além disto, esta Conferência Internacional pretendeu contribuir para a criação de sinergias entre entidades públicas e privadas, nomeadamente entre Universidades e empresas.

O comité científico do DSAI 2009 foi formado por investigadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e de outras Universidades portuguesas e estrangeiras.

After a successful start with DSAI 2006 and 2007 editions, the International Conference on Software Development for Enhancing Accessibility and Fighting Info-exclusion (DSAI 2009) will take place in June 2009, at the MSFT - Software para Microcomputadores, Lda. - TAGUSPARK - Lisboa - PORTUGAL. Nowadays, Information and Communication Technologies (ICT) play a major role in our lives. However, ICT development which is indifferent to the concerns of social inclusion may raise barriers and increase the gap between the average user and those with special needs, instead of contributing to eliminating this gap and promoting equal rights and opportunities for all. Senior citizens and others with special needs are often faced with multiple minor disabilities that prevent them from enjoying the benefits of technology and higher quality of life standards. According to the UN Convention on the Rights of Persons with Disabilities, technology design should take into account accessibility and usability features for the protection and promotion of the human rights of persons with disabilities, in all policies and programmes.

Building an inclusive society is a key pillar of the i2010 strategy - a European Information Society for growth and jobs. Among many other measures, i2010 targets a European eInclusion initiative for 2008-2009. To achieve this goal there are some actions running, namely:

•EU's Seventh Framework Programme (FP7) for Research and Technological Development will fund research across Europe (2007-2013) and establish the "ICT for Independent Living and Inclusion" research line with two objectives: "ICT and Ageing" and "Accessible and Inclusive ICT";
•Development of a pan-European public services, with the aid of the large-scale pilots under the ICT Policy Support Programme;
•Implementation of the eInclusion initiative including a proposal on eAccessibility legislation and a Ambient Assisted Living flagship to respond to the challenge of an ageing population.
The main DSAI objective this year is to contribute to the European eInclusion initiative with innovations on ICT-based products and services for people with special needs and promotion of accessible technology.

DSAI 2009 objectives

•Provide a space for debate on new tendencies and software projects for populations with special needs;
•Contribute to the creation of synergies among public and private entities, namely Industry and Universities;
•Contribute to increased awareness on Accessibility and Fighting Info-exclusion;
•To share experiences and best practices;
•Contribute to the European eInclusion initiative.
Areas of interest
High quality, original submissions on topics relevant to ICT, Ageing and accessibility are invited. This includes the use of technology by and in support of:

•Individuals with hearing, sight and other sensory impairments;
•Individuals with motor impairments;
•Individuals with memory, learning and cognitive impairments;
•Individuals with multiple impairments;
•Senior citizens .
Submissions should present novel ideas, designs, techniques, systems, tools, evaluations, scientific investigations, methodologies, social issues or policy issues relating to:
•Assistive technologies and ICT services that can improve the daily lives of elderly people;
•Accessibility and usability of mainstream technologies;
•Identification of barriers to technology access that are not addressed by existing research;
•Assistive technologies that improve access to mainstream Computer and Information Technologies;
•Innovative use of mainstream technologies for overcoming access barriers.


Fonte: FEUP e DSAI'09

Inclusão pela Arte - Entrevista com a Directora do Instituto Olga Kos



A arte é um valioso agente de inclusão social. Por meio dela, muitas pessoas com deficiência conseguem expressar seus sentimentos, exteriorizar suas emoções, além de por em pratica a sua criatividade. E é com o objetivo de promover estímulo à criatividade e auxiliar na parte motora de pessoas com e sem deficiência intelectual que o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, em parceria com a Casa de Cultura de Santo Amaro, desenvolveu e está oferecendo aulas gratuitas de desenho e pintura nas Oficinas de Arte.

De acordo com a diretora operacional do Instituto Olga Kos, Maisa Signor, essa é a primeira vez que as Oficinas de Arte - que fazem parte do projeto "Pintou a Síndrome do Respeito", o qual foi criado pelo Instituto - serão ministradas em uma entidade pertencente ao poder público, no caso, a Secretaria Municipal de Cultura. Até então, as Oficinas eram realizadas exclusivamente em instituições especializadas no atendimento às pessoas com deficiências.

Na entrevista a seguir, Maisa fala sobre o trabalho que o Instituto Olga Kos tem realizado através do projeto "Pintou a Síndrome do Respeito" e de outros projetos criados também com o objetivo de contribuir com a inclusão social de pessoas com deficiência intelectual e destaca a importância da parceria com um órgão do governo.

Quando e com qual objetivo o Instituto Olga Kos foi criado?
El foi fundado em 2007 com o objetivo de resgatar e repassar para a população, a diversidade cultural e artística de nosso país, ampliando o acesso à cultura, principalmente para as pessoas com deficiência intelectual, favorecendo assim a sua inclusão.

Quantas pessoas com deficiência intelectual já foram e são atendidas pelo Instituto?
O programa "Pintou a Síndrome do Respeito" teve início com apenas 18 participantes e hoje são atendidos mais de 260 jovens, somando as oficinas de arte e os esportes.

Quais são os outros projetos que o Olga Kos oferece?
Além do "Pintou a Síndrome do Respeito", que se constitui em uma série de oficinas de arte para este público, divididas em módulos específicos de participação dos artistas plásticos contemplados com os livros de arte, temos também o Resgatando Cultura, uma série de livros de arte contemporâneos sobre a vida e obra de artistas plásticos nacionais e em atividade, que participam diretamente das aulas de artes plásticas para os jovens com deficiência intelectual. Promovemos também a inclusão por meio do esporte como aulas de Karatê para pessoas com deficiência intelectual realizadas em academia conceituada no bairro do Ipiranga em SP. E o Taekwondo com aulas realizadas em academia de artes marciais tradicional do município de Diadema, na região do Grande ABCD, em SP. Além destes dois principais eixos de atuação, o Instituto articula ainda redes de apoio para geração de renda e inclusão no mercado de trabalho, tendo como exemplo mais recente, a realização do I Concurso Público Nacional adaptado para pessoas com deficiência intelectual, em parceria com o CRECI de São Paulo.

Como e por quem esses projetos são elaborados?
Os projetos são elaborados pela equipe do Instituto Olga Kos, e em sua maioria viabilizados pelas leis de incentivo fiscal, como a Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e a Lei de Incentivo ao Esporte.

Como as pessoas podem participar desses projetos?
Os interessados podem procurar o Instituto Olga Kos por meio do site www.institutoolgakos.org.br, do e-mail contato@institutoolgakos.org.br ou ainda pelo telefone (11) 3081-9300 e inscrever-se em um dos programas, de acordo com a região de sua residência. As oficinas de arte do programa "Pintou a Síndrome do Respeito" acontecem atualmente em nove diferentes instituições parceiras.

Todas as oficinas de arte são oferecidas gratuitamente?
Sim, as oficinas são 100% gratuitas.

Como o atendimento com as oficinas do projeto Pintou a Síndrome do Respeito está dividido?
Nas instituições especializadas no atendimento à pessoa com deficiência intelectual, prioriza-se o atendimento aos jovens já matriculados nestas instituições, sendo abertos apenas 10% das vagas para o público externo. Já na Casa de Cultura de Santo Amaro, 100% das vagas são para a comunidade do entorno, tendo ainda a participação de pessoas sem deficiência.

E como se dá no programa de inclusão pelo o esporte?
No programa de inclusão pelo esporte, as inscrições para o Karatê e Taekwondo podem ser feitas pelos contatos do Instituto Olga Kos ou ainda diretamente nas academias credenciadas.

Qual a importância de as oficinas de arte serem ministradas pela primeira vez em parceria com uma entidade pertencente ao poder público?
Acreditamos ser esta a tendência do movimento de inclusão no Brasil: a desinstitucionalização da pessoa com deficiência intelectual. A proposta do Instituto Olga Kos é determinar oportunidades e acessibilidade em ambientes não "deficientes", por exemplo, os equipamentos públicos, da comunidade, freqüentados por pessoas comuns e sem deficiência.

Como a arte pode contribuir para a inclusão de pessoas com deficiência intelectual na sociedade?
Sabemos que atividades manuais, principalmente na área de artes, contribuem efetivamente para o desenvolvimento motor e intelectual de jovens e crianças, com ou sem deficiência intelectual. A atividade artística proporciona uma oportunidade de experienciar outra forma de expressão, que não a verbal, por meio da qual esses jovens e crianças podem mostrar seu conteúdo e sua capacidade. Essa capacidade muitas vezes não aparece em atividades rotineiras, mas pode aparecer na produção artística. A ampliação da possibilidade de auto-expressão possibilita às pessoas com D.I. a experiência prazerosa de auto-realização, pois o resultado da atividade é uma obra de arte, na qual ela pode constatar sua "produção". Nossas oficinas apresentam um extenso conjunto de atividades para as mais diversas faixas etárias, que atende a variados interesses. Baseando-se no princípio do interesse cultural central de cada atividade, nota-se a importância do acesso do público participante a essa prática social que influencia o desenvolvimento pessoal dos indivíduos, trazendo benefícios aos três níveis de desenvolvimento: biológico, psicológico e pessoal. A vivência desses conteúdos no tempo disponível possibilita: a exercitação do corpo, da imaginação, do raciocínio, da habilidade manual, além de estimular o relacionamento social.

Como você analisa o trabalho que o Instituto tem realizado para contribuir com a inclusão social?
Nestes dois anos de atividade, acreditamos que o IOK tenha ultrapassado a proposta de um trabalho apenas social, educativo ou cultural. Trata-se hoje de uma mobilização social para preencher a escassez de políticas públicas voltadas para a questão da inclusão de pessoas com deficiência intelectual no país. Espera-se continuar favorecendo ações comunitárias com o estímulo adequado à vivência em coletividade, a solidariedade e o respeito às diferenças na perspectiva da superação do individualismo, promovendo possibilidades para que os próprios atendidos possam juntos apropriar-se dos espaços sociais, como autores de suas histórias de vida e das transformações nos territórios a que pertencem.


Fonte: http://sentidos.uol.com.br

Arts, Culture and Blindness


This book explores one of the most powerful myths in modern society: the myth that blind people are incapable of understanding and creating visual arts. In its pages, it explores case studies of blind adults and children, and interviews with art teachers …

Through this enquiry, it aims to contribute not only to an understanding of the pedagogy of the visual arts and education, but also to a consideration of the cultural understanding of myths about blindness and disability in contemporary society, and how education is affected by these systems of belief.

Arts, Culture and Blindness is the first book to present a single study of adult and child art students actually participating in courses in universities and schools for the blind. In doing so it delves into the topic of the culture of education and society and its affects on an understanding of blindness and the visual arts. Furthermore, through an analysis of individual and group behaviour, the book also introduces a new cultural model for studying blindness and disability, investigates the social influences on the nature of blindness and the treatment of people who are blind, and examines the influences that have affected the self belief of blind students and the way they create art.

Fonte: http://www.blindnessandarts.com/

Ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e Protocolo Opcional - Comunicado da Associação Portuguesa de Deficientes

Foi hoje(30-07-2009) ratificada a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e respectivo Protocolo Opcional.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é o primeiro instrumento de direitos humanos do século XXI, o primeiro a ser elaborado com a participação activa dos cidadãos a quem se dirige, negociado em tempo recorde e recolheu, no dia de abertura, um número considerável de assinaturas por parte dos Estados Membros.

Esta Convenção surge porque ao longo dos tempos se foi detectando que as pessoas com deficiência eram praticamente “invisíveis” no sistema de direitos humanos das Nações Unidas. Para outros grupos, tais como mulheres e crianças que, no passado, experimentaram o mesmo tipo de “invisibilidade” foram desenvolvidas convenções temáticas de direitos humanos, conduzindo à aprovação, por exemplo, da Convenção sobre os Direitos da Criança e Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência reflecte a linguagem, visão e mundividência deste grupo. A sua assinatura e ratificação pelos Estados Membros (Estado Português) significam que estes deverão proceder a alterações profundas na estrutura da sociedade e na doutrina jurídica promotora da inclusão social.

Lisboa, 30 de Julho de 2009

Contacto: Joaquim Cardoso – 21988328/ 917200765

Programação do Museu do Papel Moeda para escolas

O Museu do Papel Moeda, este ano lectivo, decidiu implementar uma forma de divulgação diferente das tradicionais newsletters informativas... Foi criado um pequeno filme de cerca de 4 minutos onde se destacam algumas das actividades que poderão ser realizadas pelo Serviço de Educação. Este filme, encontra-se alojado no blog do Museu.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Comunicado de Imprensa - ACAPO denuncia incumprimento por canais televisivos

Press release: ACAPO DENUNCIA INCUMPRIMENTOS POR CANAIS TELEVISIVOS

A ACAPO, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, apresentou queixa junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, denunciando o incumprimento, por parte dos operadores de televisão, do Plano Plurianual de obrigações em matéria de acessibilidade à televisão, pelo facto de estes não fazerem a locução em português de peças informativas em que os intervenientes se exprimem em língua estrangeira, e ainda por não estarem a cumprir a meta de uma hora e meia semanal de áudio-descrição em programas de ficção e documentários emitidos em canal aberto no período entre as 20h00 e as 02h00. Ambas as obrigações constam do Plano Plurianual em Matéria de Acessibilidade à Televisão, aprovado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, e que entrou em vigor, com carácter obrigatório, no passado dia 1 de Julho. Ao fim de dois meses os dirigentes da ACAPO constatam com espanto e indignação que os operadores de televisão nada fizeram para cumprir as suas obrigações nesta matéria. Cumprir estas obrigações assume, para as pessoas cegas e com baixa visão, uma extrema relevância, na medida em que lhes garante o direito de livre acesso, em condições de igualdade, à informação, formação, entretenimento e cultura. Além disso, e só a título de exemplo, a locução em Português das falas em língua estrangeira dos intervenientes em peças inseridas nos serviços de notícias beneficia ainda uma significativa faixa da população portuguesa (cerca de 20%), incluindo-se aqui também as pessoas com idade avançada, com problemas em seguir a legendagem, iliteracia, ou simplesmente o comum cidadão que, nos seus afazeres domésticos, não está, por mais que queira, inteiramente disponível para seguir as legendas.

Desde a entrada em vigor do Plano Plurianual de obrigações para os operadores televisivos em matéria de acessibilidades, a ACAPO tentou agendar reuniões de trabalho e cooperação com os diversos canais, não tendo ainda logrado obter qualquer resposta satisfatória. No caso da RTP e da TVI, nem sequer ainda foi marcada qualquer reunião.

O Plano Plurianual de Obrigações em Matéria de Acessibilidade à Televisão foi aprovado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social a 28 de Abril do corrente, tendo entrado em vigor a 1 de Julho de 2009. O seu cumprimento por parte dos canais televisivos é obrigatório, como resulta do art.º 34.º da Lei 27/2007 (Lei da Televisão).

A ACAPO fez ainda chegar a mesma queixa ao Provedor do Telespectador da RTP, dadas as responsabilidades acrescidas que cabem nesta matéria ao operador do serviço público de televisão.


Fonte: ACAPO

Como comunicar com pessoas surdocegas


Qualquer pessoa que possa escrever letras MAIÚSCULAS, pode imediatamente usar o alfabecto indicado comunicando com a maior parte das pessoas surdocegas.
Traços, setas e números indcam a direcção, sequência e número de pancadas.
Escreva só na área da palma da mão.
Não tente juntar as letras.
Quando quiser escrever NÚMEROS, faça um ponto na base da palma da mão, é o sinal de que vai passar a escrever números.

Tradução de um folheto do Helen Keller National Center(New York)

Como lidar com a diferença?



(créditos da imagem: Jean Braz da Costa | Jacqueline Mayumi Matsushita | Amanda Meincke Melo)

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem super estime as dificuldades e vice-versa.

As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.

Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas actividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exactamente como todo mundo.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.

Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se directamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada actividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.

Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.

As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.

Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.


Pessoas cegas ou com deficiência visual
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode por exemplo tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.

Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.

É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajecto.

Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.

Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.

Ao explicar direcções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").

Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.

Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.

As pessoas cegas ou com visão sub normal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.

No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das actividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.

Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.

Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.

Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.

Lembre-se que nem sempre um cego é colega de outro cego.

Estudante cego
Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atempadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo de cada aula.<

Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.

Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito.

Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo:

antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia;

Durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência.

Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objectos, figuras, etc.


Pessoas surdocegas
Ao aproximar-se de um surdocego deixe que se aperceba, com um simples toque, da sua presença.

Qualquer que seja o meio de comunicação adoptado faça-o gentilmente.

Combine com ele um sinal para que ele o identifique.

Aprenda e use qualquer que seja o método de comunicação que ele saiba, mesmo que elementar. se houver um método saiba mesmo que elementar.

Se houver um método mais adequado que lhe possa ser útil ajude-o a aprender.

Tenha a certeza de que ele o está a perceber e que você também o está a perceber a ele.

Encoraje-o a usar a fala se ele conseguir mesmo que ele saiba apenas algumas palavras.

Se estiverem outras pessoas presentes avise-o quando for apropriado para ele falar.

Avise-o sempre do que o rodeia.

Informe-o sempre de quando se vai embora, mesmo que seja por um curto espaço de tempo. Assegure-se que fica confortável e em segurança. Se não estiver vai precisar de algo para se apoiar durante a sua ausência, coloque a mão dele no que servirá de apoio. Nunca o deixe sozinho num ambiente que não lhe seja familiar.

Mantenha-se próximo dele para que ele se aperceba da sua presença.

Ao andar deixe-o apoiar-se no braço, nunca o empurre à sua frente.

Utilize sinais simples para o avisar da presença de escadas, uma porta ou um carro.

Um surdocego que esteja a apoiar-se no seu braço aperceber-se-á de qualquer mudança do seu andar.

Confie na sua cortesia, consideração e senso comum. Serão de esperar algumas dificuldades na comunicação.


Pessoas com deficiência física
É importante saber que para uma pessoa sentada é incómodo ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.

A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem.

Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa.

Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.

Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em sequência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa.

Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiente que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela.

Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa deficiente.

Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceite, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar. Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada.

Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude sem perguntar se e como deve fazê-lo.

Esteja atento para a existência de barreiras arquitectónicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.

Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas comuns como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média.

Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir se necessário para que se façam entender.

Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.


Pessoas com paralesia cerebral
Quando você encontrar um Paralisado Cerebral, lembre-se que ele tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais. Para lidar com esta pessoa, temos as seguintes sugestões:

É muito importante respeitar o ritmo do PC, usualmente ele é mais vagaroso no que faz, como andar, falar, pegar as coisas, etc.

Tenha paciência ao ouvi-lo, a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental.

Não trate o PC como uma criança ou incapaz.

Lembre-se que o PC não é um portador de doença grave ou contagiosa, a paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tampouco transmissível. É uma situação.

Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.


Pessoas surdas ou com deficiência auditiva
Não é correcto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não.

Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço.

Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.

Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.

Fale directamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.

Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.

Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.

Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.

Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças subtis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.

Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contacto visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.

Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas.

Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.

Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.

Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Talvez você tenha que se encarregar de grande parte da conversa.

Tente lembrar que a comunicação é importante. Você pode ir tentando com perguntas cuja resposta seja sim/não. Se possível ajude a pessoa muda a encontrar a palavra certa, assim ela não precisará de tanto esforço para passar sua mensagem. Mas não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.


Pessoas com deficiência mental
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental.

Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.

Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.

Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.

Não super proteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.

Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.

Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da eficiência da pessoa que ali está.

As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas.

Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental.

Se você chegou até aqui, certamente se importa com o assunto. A maior barreira não é arquitectónica, mas a falta de informação e pré conceitos.

Informação disponível em: http://www.prodam.sp.gov.br/acess/ e http://www.mbonline.com.br/cedipod/index.htm

Fonte: LerParaVer

Creative Industries and the Region: Relationships between Places, Local and Regional Policies and Creative Production

Creative Industries and the Region: Relationships between Places, Local and Regional Policies and Creative Production
University of Birmingham - England | 23 September 2009 to 24 September 2009

The third seminar will explore the relationship between creative industries and regional policies. In particular we would welcome papers which address the following questions: Do creative industries need policy support? Do local and regional policies make a difference to the development of creative industries? At what geographical level should policy and support initiatives be implemented? How should regional policy be integrated with national policy? What are the best policy tools to support creative industries? To what extent economic development policies are sufficient? What about international policy? How and to what extent supporting creative industries foster regional economic development?

Fonte: http://www.ifacca.org/events/2009/09/23/creative-industries-and-region-relationships-betwe/

Second World Culture Forum


With 500 guests from various European countries, the 2nd WORLD CULTURE FORUM will take place in Dresden from October 8th-10th, 2009.

The Concept
The WORLD CULTURE FORUM is committed to the establishment of a healthy balance between the six facets of our culture, defined as: science, art, politics, religion, economics and media. For this reason, the WORLD CULTURE FORUM condemns the domination of any single cultural area, as it threatens our cultural balance and livelyhood.

The Main Objective of the 2nd WORLD CULTURE FORUM
The founding symposium for the WORLD CULTURE FORUM in 2007 established the predominence of economics in the cultural sphere. Especially in industrialized countries, the goal of creating and quantifying “measurable values” prevails. In issue number 31 of Spiegel, Professor Kurt Biedenkopf described this phenomenon as the “fetish of growth” and pointed out that has yet to be established whether our quality of life is necessarily increased by more economic progress.
The current world economic crisis shows, however, that we need new objectives, i.e., goals with substance that we can work on together.

Is the World Economic Crisis simultaneously a Cultural Crisis?
Our ambition is to create a „culture in balance”, an equal coexistence of mental, cultural,
religious and artistic values in addition to economical mindset

Experience first hand, how representatives from the disciplines of Religion (f.i.Mrs Dr. Petra Bahr, official cultural representative of the Evangelical Church of Germany or Aiman A. Mazyek, Secretary general Zentralrat of the Muslims in Germany), Economics (f.i. Dr. Gerhard Prätorius, Leader coordination CSR and lastingness, Volkswagen corporation or Prof. Dr. Dr. Radermacher, President federal federation for economic support and foreign economy), Politics (Prof. Dr. Kurt Biedenkopf, former minister president or Bernd Neumann, State minister for culture and media), science (f.i. Prof. Dr.Erwin Laszlo, Club of Budapest or Prof. Dr. Günter Faltin, FU Berlin, Entrepreneurship) and art (f.i. Prof. Dr. Dr. Hermann Rauhe, Honorary president universtity for music and theater Hamburg or Clown Antoschka World Parliament of Clowns ) develop a new image for the future and issue the first „WCF Culture Award“ .


Program
Thursday, October 8th 2009
5:00 p.m. – 5:40 p.m. Solitaries, Introduction 2nd WORLD CULTURE FORUM
5:45 p.m. – 6:00 p.m. Introduction, Frank Richter, Director Saxony land headquarters for political education
6:00 p.m. – 7:30 p.m. Prelude presentations Concerns, visions of the WCF
7:30 p.m.–10:00 p.m. Opening reception by the prime minister of Saxony

Friday, October 9th 2009
9:00 p.m.–11:00 p.m. Culture in Balance Corporate Social Responsibility and Corporate Citizenship (WORLD CULTURE FORUM)
9:30 a.m.–3:30 p.m. Young Forum „Are you as I see you?" How German, Polish and Czech youth learn from one another.”
11:30 a.m.–1:00 p.m. Potentiality of the European City (Goethe Insitut, cultural senat in Saxony, Kulturwissenschaftliches Institut Essen)
11:30 a.m.–1:00 p.m. Family as a center of culture understanding (Europäische Wirtschafts- und Sprachakademie)
11:00 a.m.–3:00 p.m. Campus-Workshop: “You look different today” (Fachhochschule Kufstein)
2:00 p.m.–3:30 p.m. Iconoclasm and symbolism war The new visibility of religion in Europe (Evangelical Church in Germany)
4:00 p.m.–6:00 p.m. World economy Intercultural balance as a key topic
8:00 p.m.–10:00 p.m. Lounge-evening World Parliament of Clowns (not in all tickets included)
8:00 p.m.–11:00 p.m. Lounge-evening – get together with music program Artist promotion of the FORUM TIBERIUS

Saturday, October 10th 2009
9:00 a.m.–10:30 a.m. Management by Music The role of musical education in the construction of urban identity (Prof. Dr. Hermann Rauhe/WCF)
9:00 a. m.–10:30 a. m. Chances of the demographic change Palais im Großen Garten
9:00 a.m.–10:30 a.m. Club of Budapest,Worldshift Network
11:00 a.m.–12:30 a.m. Creative Cities (WCF)
11:00 a.m.–12:30 a.m. The construction of Mosques and Synagogues (Central Council of Jews in Germany and Central Council of Muslims in Germany)
11:00 a.m.–12:30 a.m. Workshop Responsibility of communal actors in society and politics for the progression in Europe
1:30 p.m.–3:00 p.m. Creating the future with intelligence or stupidity (World Parliament of Clowns)
1:30 p.m.–3:00 p.m. Culture Education
1:30 – 3:00 p.m. Media, capital assets or cultural treasures?
3:30 – 5:00 p.m. "Culture lead" Management-Competence to the creating and leading of cultural institutions in Europe of morning (Egon Zehnder Int.)
3:30 – 5:00 p.m. The democratic beehive.
6:00 p.m.–7:30 p.m. Closing panel Results of the Youth Forum, Results of the Campus-Workshop and Evaluation of the 2nd WORLD CULTURE FORUM
8:30 p.m.–10:30 p.m. Closing reception Award ceremony of the ideas competition and the first WCF Culture Awardceremony

Fonte: http://www.wcf-dresden.de/index.php?ILNK=Konferenzen_Europaeischer_Kongress&iL=2&PHPSESSID=ac35e746eb67731bd87e33467f27d5bd

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Relatório sobre a Conformidade dos Sítios da Administração Pública na Internet

A UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, publicou no seu site o relatório feito em Fevereiro de 2008 sobre o Estado da acessibilidade dos conteúdos da Web dos sites da Administração Pública:

"Relatório sobre a Conformidade dos Sítios da Administração Pública na Internet com o Nível ŒA¹ das Web Content Accessibility Guidelines 1.0 do W3C: Avaliação por amostragem." (213 KB), UMIC ­ Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP, Fevereiro de 2008.

(para consultar basta clicar)

Feria de la Creación Escénica Contemporánea



De 28 de Setembro a 2 de Outubro irá realizar-se, em Huesca - Espanha, a Feria de la Creación Escénica Contemporánea.

Creatividad Contemporánea para Superar la Crisis

La Feria de la Creación Escénica Contemporánea tendrá lugar del 28 de Septiembre al 2 de Octubre en el Palacio de Congresos de Huesca y los espacios escénicos de la ciudad.

La Feria de Huesca presenta a los profesionales de las artes escénicas nacionales e internacionales propuestas creativas e innovadoras situadas en el centro de las soluciones a la crisis.

En la Feria de Huesca encontrarás:

* 30 espectáculos en vivo de la danza y el teatro contemporáneo más innovador de España e internacional
* Jornadas de debate internacional: “Razones para programar danza y teatro contemporáneo en tiempos de crisis”
* Talleres para compañías y programadores: “Coproducciones para el desarrollo”, “Buenas prácticas en las Redes”, “Giras en Latinoamérica”.
Reuniones de redes y circuitos: Asamblea de la Red de Teatros Públicos, reunión de la Red de Ferias - COFAE, reunión de la Red Aragonesa de Artes Escénicas ….
* Zona de stands y encuentros. El recientemente inaugurado Palacio de Congresos alberga con comodidad la zona de stands y encuentro (casi 1000 metros cuadrados de espacio expositivo con todos los adelantos tecnológicos)
* Infraestructuras escénicas de primer nivel. El Palacio de Congresos ofrece también un escenario muy adecuado para espectáculos de gran formato. A este debemos añadir el recientemente rehabilitado teatro Olimpia y los ya conocidos teatro Salesianos y teatro del Matadero. Al margen de estos cuatro espacios se programan intervenciones en espacios alternativos y no convencionales.

Te invitamos a Huesca a conocer de primera mano la creatividad que encierran las artes escénicas contemporáneas.

Fonte: http://www.feriadeteatroydanza.com/es/noticias/

Objects - What Matters? Technology, Value and Social Change


Está a decorrer a conferência internacional "Objects - What Matters? Technology, Value and Social Change " na Universidade de Manchester.

Para mais informação clique aqui!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

MuseumNext



Programa:
Thursday, 22 October 2009
Great North Museum, Newcastle upon Tyne
17.30 – 18.00: Registration
Collect your delegate pack and network with the other attendees.
18.00 – 18.45: MuseumNext
A short introduction followed by a presentation by facilitators Nina Simon and Jim Richardson on exciting participatory design projects from around the world.
18.45 – 19.15: Interactive introductions
Get to know the people around you with an introductory game.
19.15 – 19.45: Buffet supper
19.45 – 20.30: Pitches and Questions
Attendees who have been selected to pitch an idea to the MuseumNext audience take to the stage, each will present their ‘wild idea’ in five minutes and a maximum of twenty slides.
20.30 – 21.30: Start work
Attendees form informal groups around the ‘wild ideas’ pitched in the previous session to brainstorm how these ideas could become reality.
21.30 – 22.30: Open Idea Sharing
Whole group discussion and sharing of new ideas generated through the working session. Creation of unconference schedule.
22.30 – 23.00: Night at the Museum
A chance to network with the other delegates.
23.00: Close for the evening

Friday, 23 October 2009
Centre for Life, Newcastle upon Tyne
8.30 – 9.00: Tea & Coffee
9.00 – 10.00: Participatory Design from Outside
Presentation by Nina Simon on design frameworks for participatory museum design.
10.00 – 11.00: Unconference sessions
A choice of unconference sessions (led by attendees) on topics pertaining to participatory museum experiences, innovation, and successfully implementing new ideas.
11.00: Coffee break
11.15 - 13.00: Unconference sessions
A choice of unconference sessions (led by attendees) on topics pertaining to participatory museum experiences, innovation, and successfully implementing new ideas.
13.00 – 13.30: Buffet lunch
13.30 – 15.15: Back to work
The groups will continue to develop the project ideas from the previous days pitches and brainstorming, ready to present these back to the rest of the attendees.
15.15 – 15.30: Coffee break
15.30 – 16.30: Presentations
Each group will present back what they have developed over the course of MuseumNext.
16.30 – 17.00: Closing address
17.00: Close

Please note: Food and drink will be provided for you at the venues on both days, all included in your ticket.

Para mais informações: http://www.museumnext.org/

Cães-guia


Ao que parece ainda há muitas dúvidas quanto à permissão de entrada de cães-guia em museus. Por isso, venho relembrar a todos que a sua entrada é permitida! E está atestada na lei:
* Decreto-Lei N.º 74/2007
* Decreto-Lei 118/99
* Diploma 314/2003

Além disso, ficam alguns conselhos:
- Nunca se deve distrair um cão-guia (ele está a trabalhar!).

- Um cego guiado por um cão-guia deve ser considerado como uma pessoa independente; a melhor maneira de o ajudar é respeitá-lo como tal.

- Não deve sentir medo de um cão-guia, não tenha o seu cão solto quando se aproximar de uma dupla cego/cão-guia. Pode provocar um acidente.

- Nunca toque no arnês de um cão-guia. Só o seu utilizador o deve fazer.

- O cão-guia tem uma boa saúde e não transmite doenças.

- Se um cego lhe pedir ajuda com um cão guia, aproxime-se pelo lado direito de maneira que o cão guia fique a esquerda. Então ele ordenará que o cão guia o siga ou lhe pedirá o cotovelo esquerdo (não o segure pelo braço).

- Quando se dirigir a uma pessoa cega acompanhada de um cão guia, fale diretamente com ela e não com o cão.

- Não ofereça alimentos. O cão guia tem horário certo para comer.

Mind's Eye Tours


O Museu Guggenheim de Nova Iorque oferece visitas gratuitas para pessoas amblíopes, cegas e surdas:

MIND'S EYE: Free Programs for Partially Sighted, Blind, and Deaf Visitors

Join Guggenheim Museum educators Georgia Krantz, Guthrie Nutter, and Ellen Edelman for a tour, discussion, and private reception. Separate programs are presented through Verbal Imaging, touch, and American Sign Language (ASL).*


Mind's Eye Tours

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

II Jornadas de Formação, Autismo e Inclusão

Evento organizado pela APPDA - Associação Portuguesa para as Pertubações do Desenvolvimento e Autismo, Lisboa

Destinatários
Familiares das crianças com Perturbações do Espectro do Autismo e Docentes, técnicos e auxiliares das Unidades de Ensino Estruturado dos Agrupamentos pelo Centro de Recursos para a Inclusão.

PROGRAMA
7 DE SETEMBRO DE 2009

9h00 - Sessão de abertura
Entidades a convidar
Presidente da APPDA-Lisboa
Prof.Dra. Isabel Cottinelli Telmo
9h30 Diagnóstico e Genética - Prof.Dra. Pilar Levy(a confirmar)
10h15 Apoiar a inclusão - Dr. Pedro Soares – Técnico de Serviço Social da APPDA-Lisboa
10h30 Esclarecimento de dúvidas
10h45 Pausa
11h00 Apresentação do projecto Ajudautismo VII - Dra. Rita Soares, APPDA-Lisboa
11 h45 Metodologia de intervenção no ensino estruturado - Dra. Sofia Pedrosa
12h Almoço
14h00 Metodologias complementares de intervenção - Dra. Ana Gouveia,APPDA - Lisboa
14h30 Psicomotriciade - Dra. Helena Sousa, APPDA-Lisboa
14h45 Terapia da fala e autismo - Dra. Ana Margarida Morgado – Terapeuta da Fala
15h00 Plano Individual de Transição - Dra. Rita Soares, APPDA-Lisboa
15h15 Esclarecimento de dúvidas
15h30 Intervenção na área das Artes - Arq.Sílvia Perloiro
15h45 Intervenção na área da Música - Prof. Rui Pais
16h00 Autismo na 1ª pessoa - Pedro Caré
16h15 Banda da APPDA-Lisboa

Ficha de Inscrição e demais informação disponível em http://www.redesolidaria.org.pt/eventos/jornadasappdalx.doc

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Magazine Consigo

No passado dia 5 de Julho no programa Magazine Consigo apresentou o Centro de Monumentos Nacionais de França que desenvolveu um kit com o qual pretende levar às pessoas cegas ou com baixa visão os vitrais da catedral de Sainte Chapelle.
Destacou, ainda, uma portuguesa a fazer tese de Mestrado na área da acessibilidade Web. Ela explica, na primeira pessoa, o que anda a procurar resolver com o seu trabalho de investigação.

Para assistir ao vídeo clique aqui!

Avaliação de acessibilidade de sites


Serviços de validação de sites acessíveis, pelo W3C:

Serviço de validação de CSS - para testar clique aqui!

Serviço de validação de HTML / XH TML - para testar clique aqui!

Escreva o endereço do site que pretende consultar e obtenha rapidamente uma avaliação.

Se estiver acessível poderá identificar o site:


II Fórum Ibérico de Museologia da Educação - A herança educativa em Portugal e Espanha: entre esperanças e incertezas

O Fórum destina-se a todos as pessoas implicadas na preservação e estudo da herança educativa, em Portugal e Espanha, investigadores, estudantes (de licenciatura, mestrado e doutoramento), a conservadores e técnicos superiores de museus, a professores de qualquer nível de ensino, a técnicos e responsáveis autárquicos dos domínios da educação e da cultura, que tenham a conservação da herança educativa e a museologia como centro de interesse, de estudo ou de preocupação.

Após a realização do I Fórum Ibérico de Museologia da Educação, Museísmo pedagóxico en España e Portugal: itinerários, experiências e perspectivas, Santiago de Compostela, Novembro de 2001 e a assinatura da Declaração de Compostela seria de esperar um desenvolvimento e reforço das acções então em curso. Porém, contextos e dificuldades diversas marcaram estes últimos oito anos, marcados por esperanças mas também por incertezas e frustrações.

É num clima de dificuldades acrescidas, em que os gastos com os bens culturais correm o risco de ser considerados supérfluos, que nos arrojamos a reiniciar o debate então encetado sobre os caminhos da museologia ibérica.
Objectivos

Apesar do reconhecimento e interesse social crescente pela herança educativa, o estudo e conservação dos diversos patrimónios que a constituem enfrentam dificuldades. Por esse facto o II Fórum definiu como objectivos:

* analisar o contexto legal que enquadra a museologia em ambos os Estados;
* reflectir sobre a relação entre Museologia e História da Educação;
* dar início a uma análise comparativa sobre o património escolar edificado;
* promover a apresentação de estudos sobre aspectos da cultura material escolar;
* estimular a apresentação de projectos, iniciativas e experiências realizadas ou em curso, que possam servir de estímulo a outras pessoas ou entidades.

Pretende-se, com a realização do II Fórum Ibérico de Museologia da Educação, criar um espaço de debate e reflexão, incentivador de iniciativas e promotor da presença dos dois países nas redes internacionais de museologia escolar.

Data: 25 a 27 de Setembro
Local: Instituto Politécnico de Viana de Castelo
Mais info.:http://www.fime2009.ipvc.pt/index.php?section=27

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Museu do Papel Moeda: a re-territorialização de um novo paradigma na educação

Durante este ano o Museu do Papel Moeda envolveu-se com várias instituições circunvizinhas (Escola Garcia de Orta, Escola Manoel de Oliviera, Projecto Acreditar, Associação Somos Nós, Contrato Local de Desenvolvimento Social de Aldoar e Escola Segunda Oportunidade de Matosinhos), desenvolvendo um trabalho de inclusão social muito importante.
Trabalho esse que foi apresentado na Second International Conference on the Inclusive Museum em Brisbane, Austrália. Nesse âmbito, foi realizado um pequeno filme que documenta o processo, e que já se encontra no canal da conferência no Youtube.

(o filme está em inglês uma vez que se destina à conferência referida)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Programa Campo de Férias - Esfera Inclusiva

Aproveito para fazer a divulgação e deixar a sugestão à Esfera Inclusiva de incluir instituições culturais nas suas actividades e aos Museus do Seixal para iniciarem contactos e darem propostas aliciantes para estas crianças e jovens! Afinal, ver museus, participar em actividades e oficinas também pode ser uma mais valia para todas as crianças e jovens!



A Associação Esfera Inclusiva vem por este meio informar Vossas Excelências que irá realizar durante o mês de Setembro de 2009 o Programa “Campo de Férias – Esfera Inclusiva”. Este programa consiste na realização de uma colónia de férias inclusiva para crianças e jovens com necessidades especiais, a realizar entre 1 e 4 de Setembro de 2009.

Deficientes visuais têm agora novo acordo ortográfico em Braille

Enquanto lia alguma informação sobre o novo acordo ortográfico surgiu-me uma dúvida... E os cegos?! O novo acordo não implica "apenas" mudanças na nossa escrita, irá, obrigatoriamente, transformar a escrita em Braille.

Passei algum tempo na Internet há procura de respostas, artigos... Mas curiosamente não encontrei nada sobre o assunto... É como se em Portugal ainda ninguém se tivesse lembrado disso... Ou pelo menos não lhe tenha atribuído importância suficiente para divulgar o tema.

Felizmente, já é um assunto muito debatido no Brasil, e podemos encontrar informação sobre esta questão. Entre vários artigos encontrei um vídeo que me parece interessante:

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Creating a Museum Accessibility Program

Um exemplo - Deborah Cardin do Jewish Museum, explica como o museu construiu uma equipa para trabalhar a acessibilidade.

Young voices - young people's view on inclusive education



Encompassing the Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII


Na próxima 5ª-feira, dia 16, abrirá ao público a exposição "Encompassing the Globe. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII", no Museu Nacional de Arte Antiga.

Pensando nos públicos com deficiência/ necessidades especiais foi feito um acordo entre o Museu e a DGIDC para a realização de um roteiro em Braille. O roteiro é composto por uma introdução à exposição com a referência aos diversos núcleos e a peças em destaque, planta da exposição com localização das peças em destaque e fichas das peças em destaque (relevo, descrição e informação). Para a abertura da exposição só foi possível fazer 3 exemplares com as plantas e a reprodução de uma pintura em relevo mas em finais de Julho ou meados de Setembro o roteiro estará completo e haverá mais 7 exemplares (total de 10).
Os exemplares estarão disponíveis na entrada principal do Museu (9 de Abril) e da Exposição (3º Piso) para consulta.
As peças escolhidas pertencem à colecção do Museu e estão expostas em permanência. Assim, quando a exposição terminar, a capa, introdução e planta serão substituidas por informação e planta do Museu permitindo que o trabalho inicado na exposição possa ter continuidade.
As tabelas das peças em destaque também foram passadas a Braille para haver referência no espaço da exposição.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Foundation Handicap Tourisme: cap vers de noveaux horizons


O CEFPI - Centro de Educação e Formação Integrada da Vilarinha (Porto) encontra-se na organização de um programa inovador.

Pessoas com deficiência provenientes de Itália, Espanha, França e Portugal uniram-se num programa cultural que visa o aprofundamento das ofertas turisticas de várias cidades tendo em conta factores de inserção profissional.

Este programa tem como objectivos a reflexão nas áreas da restauração, hotelaria e turismo cultural e de animação no que diz respeito à sua abertura a pessoas deficientes e, também, a análise das possíveis saídas profissionais nestes sectores.

O grupo será composto por 9 elementos que estarão a visitar a área metropolitana do Porto, de 12 a 16 de Outubro.

O pré-programa inclui visitas de trabalho ao Museu do Papel Moeda, ao Museu de Serralves, à Casa da Música e ao Palácio da Bolsa. Bem como, viagem de barco pelo Rio Douro e visitas a instituições hoteleiras e ao Instituto Politécnico de Vila do Conde...

Convention on the Rights of Persons with Disabilities and its Optional Protocol

O texto que se segue é uma pequena síntese da "Convention on the Rights of Persons with Disabilities and its Optional Protocol", para ter acesso à informação completa deverá consultar: www.un.org/disabilities ou www.ohchr.org

Why a Convention?A response to an overlooked development challenge: approximately 10% of the world’s population are persons with disabilities (over 650 million persons). Approximately 80% of whom live in developing countries
 A response to the fact that although pre-existing human rights conventions offer considerable potential to promote and protect the rights of persons with disabilities, this potential was not being tapped. Persons with disabilities continued being denied their human rights and were kept on the margins of society in all parts of the world. The Convention sets out the legal obligations on States to promote and protect the rights of persons with disabilities. It does not create new rights.

Purpose of Convention (Article 1)To promote, protect and ensure the full and equal enjoyment of all human rights and fundamental freedoms by all persons with disabilities, and to promote respect for their inherent dignity
What is unique about the Convention?Both a development and a human rights instrument
 A policy instrument which is cross-disability and cross-sectoral
 Legally bindingA Paradigm ShiftThe Convention marks a ‘paradigm shift’ in attitudes and approaches to persons with disabilities.
 Persons with disabilities are not viewed as "objects" of charity, medical treatment and social protection; rather as "subjects" with rights, who are capable of claiming those rights and making decisions for their lives based on their free and informed consent as well as being active members of society. The Convention gives universal recognition to the dignity of persons with disabilities.

What is Disability? The Convention does not explicitly define disability
 Preamble of Convention states:
 ‘Disability is an evolving concept, and that disability results from the interaction between persons with impairments and attitudinal and environmental barriers that hinders full and effective participation in society on an equal basis with others’Article 1 of the Convention states:
 ‘Persons with disabilities include those who have long-term physical, mental, intellectual or sensory impairments which in interaction with various barriers may hinder their full and effective participation in society on an equal basis with others’.
 Disability results from an interaction between a non-inclusive society and individuals:
 Person using a wheelchair might have difficulties gaining employment not because of the wheelchair, but because there are environmental barriers such as inaccessible buses or staircases which impede access
 Person with extreme near-sightedness who does not have access to corrective lenses may not be able to perform daily tasks. This same person with prescription eyeglasses would be able to perform all tasks without problems.

Convention Terminology
YES: ‘persons with disabilities’
NO: ‘handicapped’ / ‘physically or mentally challenged’
 Note: Preferences for terminology among persons with disabilities and among geographic regions may vary. The individual wishes of persons with disabilities should be respected as much as possible.

General Principles (Article 3)Respect for inherent dignity, individual autonomy including the freedom to make one’s own choices, and independence of persons
 Non-discrimination
 Full and effective participation and inclusion in society
 Respect for difference and acceptance of persons with disabilities as part of human diversity and humanity
 Equality of opportunity
 Accessibility
 Equality between men and women
 Respect for the evolving capacities of children with disabilities and respect for the right of children with disabilities to preserve their identities General

Principles: Participation and InclusionParticipation is important to correctly identify specific needs, and to empower the individual
 Full and effective participation and inclusion in society is recognized in the Convention as:
 A general principle (article 3)
 A general obligation (article 4)
 A right (articles 29 and 30)

General Principles: Non-discriminationFundamental principle of international human rights law
 Includes direct and indirect discrimination
 reasonable accommodation must be made for persons with disabilities
 reasonable accommodation: ‘necessary and appropriate modification and adjustments not imposing a disproportionate or undue burden, where needed in a particular case, to ensure to persons with disabilities the enjoyment or exercise on an equal basis with others of all human rights and fundamental freedoms’

General Principles: AccessibilityImportant as a means to empowerment and inclusion
 Both a general principle and a stand-alone article (article 9)
 Access must be ensured to:
 Justice (article 13)
 Living independently and being included in the community (article 19)
 Information and communication services (article 21)
 Education (article 24)
 Health (article 25)
 Habilitation and rehabilitation (article 26)
 Work and employment (article 27) - human resource policies and practices
 Adequate standard of living and social protection (article 28)
 Participation in political and social life (article 29)
 Participation in cultural life, recreation, leisure and sport (article 30)


International Cooperation (Article 32)
 International cooperation, including international development programmes should be inclusive of, and accessible to, persons with disabilities
 Focus is on mainstreaming disability into all development activities, though disability specific measures may be necessary to ‘accelerate or achieve de facto equality of persons with disabilities'. (Article 5)
 Millennium Development Goals will not be achieved if persons with disabilities are not included

Protecting and Promoting Human Rights with Limited Resources
 International human rights law recognizes the limitations on resources
 Limitations on resources is not an excuse to delay implementation
 Limited resources have to be prioritized according to reasonable and objective criteria and funding must be proportional
 Strategies for effective use of limited resources:
 Target low-cost programmes
 Target people in the most marginalized situations
 Be non-discriminatory
 Draw on international cooperation
 Include persons with disabilities in all stages

How accessible are the activities of my organization?
 Every aspect of an organization’s activities must be analyzed to ensure accessibility and inclusion. A few examples:
 Do we require our partners/grantees to have policies and practices in place to ensure inclusion of persons with disabilities?
 Do we collect data on the number of persons with disabilities which benefit from our development activities?
 Do we design our development projects and programmes to ensure that persons with disabilities can participate and benefit?
 And many others…

How accessible is my organization?
 A thorough analysis of every aspect of an organization must be is necessary to ensure accessibility and inclusion. Just a few examples:Are our human resource policies and practices accessible?
 Do we have policies ensuring that the recruitment process is accessible to persons with different disabilities?
 Do we have policies and resources which ensure that provision of reasonable accommodation, allowing persons with disabilities to work in our organization?
 Are our information and communication systems accessible?
 Is our website accessible?
 Is sign language interpretation available?
 Are documents available in Braille?
 Are our physical facilities accessible?
 Are our buildings, office spaces, facilities accessible?

Monitoring and Implementation
All activities must include the participation of persons with disabilities: ‘Nothing about us without us’

Conclusion
 The challenge of implementing the Convention is now!
 Need for training, capacity building, awareness raising, good practices collection and validation, knowledge management
 Need to mainstream disability in all development activities
 Need for implementation of Convention principles in the internal operations of organizations
 Need to include persons with disabilities in all stages of implementation, and build capacity of organizations of persons with disabilities to do so

A Arte e as Novas Tecnologias

Encontrei este pequeno artigo que me despertou o interesse e decidi partilhar convosco:

A arte e as novas tecnologias

Se tivéssemos que escolher duas maneiras para destacar Portugal de outros países, uma delas seria pelos descobrimentos aonde cruzámos os Oceanos com as nossas caravelas de uma maneira corajosa, a outra será pelos seus grandes eventos como a Expo98, Euro2004, Porto Capital Europeia da Cultura, entre outros, onde se esbanjou dinheiro sem olhar a meios.

Depois de enumerar alguns gastos de Euros que bem contabilizados iriam para o livro de recordes do Guinness esperamos então viver num país dos mais desenvolvidos do mundo aonde a igualdades de direitos é para todos, bem como o acesso à cultura.

Infelizmente esta não é a realidade, apenas 20 dos 120 museus portugueses "têm projectos em curso" para pessoas com deficiência , tais como exposições complementadas com audioguias ou escritos em Braille, instalações com rampas ou elevadores e materiais pedagógicos específicos , afirmou o IPM (Instituto Português de Museus).

Mas a acessibilidade aos museus Portugueses deve começar pelo seu exterior, mais propriamente pelos acessos, transportes públicos que devem ser todos acessíveis; via pública e por fim o seu espaço circundante; agora no que diz respeito a facilitar o acesso ao interior, de uma pessoa com mobilidade reduzida, devem estar equipados com elevadores ou então com plataformas elevatórias e para as pessoas invisuais todos os museus devem ter orientações colocadas no chão, bem como informações escritas em Braille, mas aqui as novas tecnologias podem ser uma grande valia com os “audioguias” que permitirão visitas explicadas e autónomas com o tempo ou ritmo gerido pelo próprio utilizador.

O “audioguia”, para não entrar em equipamentos específicos para tal, pode ser um equipamento completamente banal baseado no desenho universal como por exemplo um leitor de MP3 ou MP4 este último iria facilitar a descrição das peças às pessoas surdas porque já suporta a imagem o que permite a visualização da língua gestual.

Mas ainda, para uma perfeita actualização dos museus no seu interior as peças em exposição devem estar colocadas de forma a que um cidadão possa utilizar o tacto para melhor sentir o que está exposto, presumo que tal só será possível em museus recentes e em exposições que permitam o contacto entre a obra de arte e o homem.

Agora todo este equipamento suportado por um site de apoio que permitisse o acesso em qualquer lugar do mundo e a qualquer pessoa e que fosse unicamente direccionado para esta temática podíamos saber que transporte usar, que percurso utilizar, o que está exposto e por fim que material/equipamento tinha para usufruir de uma mobilidade perfeita nos museus Portugueses.

Tudo o que acima referi também se aplica às salas de espectáculos (teatro e cinema), embora neste caso não existam dados concretos em relação ao número de salas acessíveis.

Todos nós sabemos que cinemas e teatros estão longe de cumprir o Decreto-Lei 163/06, artº 2º nº2 alínea m) no que concerne ao âmbito de aplicação das normas técnicas de acessibilidade dos museus, teatros, cinemas, salas de congressos e conferências e bibliotecas públicas, bem como outros edifícios ou instalações destinados a actividades recreativas e sócio-culturais. E nos casos em que existe alguns locais acessíveis, estes não se encontram bem colocados. Normalmente situam-se em locais que não permitem uma perfeita visualização ou audição do espectáculo em exibição.

Convém ainda referir que neste tipo de eventos as novas tecnologias podem ser utilizadas de forma eficaz, mais propriamente com a audiodescrição, que propriamente dita consiste na descrição da envolvência do palco e restantes elementos em exibição, sendo toda esta informação fornecida através de auscultadores sem fios. Para que todos os cidadãos sintam o prazer do espectáculo.

Infelizmente vamos indicar uma das últimas grandes construções que representa o expoente máximo da descriminação social na arte em Portugal que é a “A Casa da Música”, a sua entrada não foi construída a pensar na diversidade humana, começando aí a descriminação, pois nem todos podem entrar pela escadaria principal, de facto tem um elevador lateral que mais não é do que uma forma de camuflar a gravíssima falha de acessibilidade. Esta é uma prova provada de que há uma entrada para uns e outra para outros. E é este o edifício que irá representar Portugal na área das artes por muitos e longos anos podendo ao mesmo tempo tornar-se uma vergonha nacional na área da acessibilidade.

Nesta sociedade contemporânea cada vez mais bem informada e consequentemente mais exigente obriga-nos a olhar para tudo e para todos para que possamos ter visitas autónomas nos museus e salas de espectáculos.



Fonte: http://www.euroacessibilidade.com/acessibilidade07.htm

Núcleo Braille - Despacho N.º 12966/2009

MINISTÉRIOS DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL, DA EDUCAÇÃO, DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR E DA CULTURA

DESPACHO N.º 12966/2009, DE 2 DE JUNHO (II SÉRIE)

A Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto, define as bases gerais do regime jurídico da prevenção, habilitação e participação da pessoa com deficiência.

O artigo 3.º da citada lei estabelece como finalidade a realização de uma política global, integrada e transversal na área da deficiência que promova o acesso a serviços de apoio.

Considerando que, nos termos do citado diploma legal, compete ao Estado promover de forma transversal e pluridisciplinar o desenvolvimento da política nacional de prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência;

Considerando o princípio constitucional da igualdade e da não discriminação em razão da deficiência, plasmado no artigo 71.º da Constituição da República Portuguesa;

Considerando que o método de leitura e escrita através do sistema braille para uso das pessoas cegas e amblíopes é uma das formas de acesso daquelas pessoas à informação e ao conhecimento intelectual nas várias áreas culturais e científicas;

Considerando os interesses dos utilizadores do método de leitura e escrita através do sistema braille;

Considerando que é necessário definir as condições adequadas ao enquadramento, estruturação, normalização e desenvolvimento do emprego do braille, bem como rentabilizar ao máximo os meios disponíveis, no sentido de se elaborarem e cumprirem em tempo oportuno programas de produção bibliográfica adequados às reais necessidades das pessoas cegas e amblíopes;

Considerando que os Ministérios da Educação, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Cultura são parceiros fundamentais na valoração e aprofundamento do emprego do braille, pela sua responsabilidade específica no que concerne ao processo de desenvolvimento e qualificação das pessoas cegas e amblíopes:

Assim, considerando a prioridade dada pelo XVII Governo à promoção da igualdade de oportunidades das pessoas com deficiência como forma de combater a discriminação e a exclusão de que são alvo e os objectivos e medidas de acção multissectoriais definidos no Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiência ou Incapacidade (2006-2009);

Considerando, ainda, que o artigo 50.º da citada Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto, manda o Governo aprovar as normas necessárias ao desenvolvimento das suas disposições.

Manda o Governo, pelos Ministros do Trabalho e da Solidariedade Social, da Educação, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Cultura, o seguinte:

1 - É constituído o Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura, adiante designada por Núcleo Braille.

2 - O Núcleo Braille funciona no âmbito da estrutura do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., e prossegue os seguintes objectivos:

a) Garantia da obtenção de padrões elevados de qualidade quanto à concepção, uso, aplicação, modalidades de produção e ensino do sistema braille e meios complementares de leitura para pessoas cegas ou amblíopes;

b) Avaliação e controlo do sistema braille e dos meios complementares de leitura.

3 - São competências do Núcleo Braille:

a) Assegurar a articulação e optimização das actividades das entidades que se dedicam à produção ou utilização de materiais especiais de leitura em braille;

b) Emitir parecer sobre quaisquer questões relacionadas com a definição e aplicação do braille e de outros meios complementares de leitura para as pessoas cegas ou amblíopes;

c) Propor medidas de harmonização da produção de materiais de leitura para as pessoas com deficiência visual, e de uniformização dos critérios de utilização, ensino e aprendizagem e produção do braille em Portugal;

d) Prestar apoio técnico a entidades públicas e privadas sobre questões relativas ao uso do sistema braille e de outros meios complementares de leitura para as pessoas cegas ou amblíopes;

e) Avaliar e adaptar a simbologia braille face à evolução técnico-científica;

f) Propor a aprovação das diferentes grafias e novas simbologias braille, por si elaboradas, aos membros do Governo que tiverem a seu cargo as áreas da deficiência, da educação e da ciência, tecnologia e ensino superior;

g) Recomendar, com base em pesquisas, estudos, tratados e convenções, procedimentos que envolvam conteúdos, metodologias e estratégias de acções de ensino e aprendizagem do sistema braille com carácter de especialização, formação e reciclagem de professores e técnicos, cursos destinados a utilizadores e à comunidade em geral;

h) Acompanhar a aplicação dos recursos tecnológicos com vista à sua adequada utilização e rentabilização;

i) Elaborar anualmente, até 30 de Junho, um relatório relativo às actividades realizadas, contendo propostas normativas e administrativas, bem como recomendações às entidades públicas e privadas sobre a harmonização, desenvolvimento, produção e ensino do sistema braille e dos meios complementares de leitura para pessoas cegas ou amblíopes.

4 - O relatório anual, referido na alínea i) do número anterior, é submetido à consideração do director do Instituto Nacional de Reabilitação, I. P., que após aprovação o envia ao membro do Governo com competência para definir a política nacional de participação e integração das pessoas com deficiência que, por sua vez, o enviará aos membros do Governo que tutelam a área da educação, da ciência, tecnologia e ensino superior e da cultura.

5 - O Núcleo Braille é constituído pelos seguintes membros:

a) Um representante designado pelo director do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., que coordena o Núcleo;

b) Um representante designado pelo Ministério da Educação;

c) Um representante designado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;

d) Um representante designado pelo Ministério da Cultura, ligado à área de leitura especial da Biblioteca Nacional de Portugal;

e) Um representante da organização não governamental das pessoas cegas ou amblíopes de âmbito nacional;

f) Três individualidades de reconhecido mérito com competência técnico-científica em qualquer das áreas ligadas ao braille ou meios complementares de leitura.

6 - No prazo máximo de 30 dias após a publicação do presente despacho no Diário da República, os representantes dos Ministérios da Educação, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Cultura são indicados ao Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.

7 - Os restantes representantes são designados pelo director do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.

8 - O Núcleo Braille reúne de acordo com o plano de actividades definido anualmente e aprovado pelo director do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.

9 - O director do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., sempre que necessário, pode convocar reuniões do Núcleo Braille, solicitar a colaboração de especialistas indispensáveis à prossecução dos seus objectivos e constituir grupos de trabalho específicos.

10 - O Instituto Nacional de Reabilitação, I. P., garante o apoio técnico e administrativo à actividade do Núcleo Braille.

Concurso "Tocar as Letras"



Concurso " Tocar as Letras" promove Sistema Braille
ACAPO

O Concurso está integrado nas comemorações do Bicentenário do Nascimento de Louis Braille (1809-1852), cidadão francês inventor de um método de leitura e escrita para deficientes visuais.

A ACAPO, em consonância com os outros organismos nacionais, que constituem a Comissão criada para organizar as comemorações do Bicentenário do Nascimento de Louis Braille, a elevada importância do significado desta efeméride, que está a ser celebrada em todo o mundo, leva a efeito um Concurso intitulado " Tocar as Letras " que está incluído no programa de Comemorações do Bicentenário.

O Concurso " Tocar as Letras" tem como objectivos reconhecer a utilização do Sistema Braille como essencial para a promoção do reforço de competências, bem como, de uma integração plena e efectiva das pessoas com deficiência visual; e promover uma maior participação dos cegos e amblíopes portugueses na operacionalização de mudanças inerentes à utilização do Sistema Braille a par da utilização das novas tecnologias.

Concurso Tocar as Letras: Regulamento

I. Enquadramento
No âmbito das Comemorações do Bicentenário do Nascimento de Louís Braille, a Direcção Nacional da ACAPO, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal enquanto membro da Comissão organizadora das Comemorações desta efeméride, promovem a primeira edição do concurso " Tocar as Letras". O presente Concurso é organizado pela ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, com sede na R. de S. José n.º 86,1 º andar 1150-324 Lisboa

II. Objectivos
Os objectivos que a ACAPO pretende atingir com este Concurso são os seguintes:
a) Reconhecer a utilização do Sistema Braille como essencial para a promoção do reforço de competências, bem como, de uma integração plena e efectiva das pessoas com deficiência visual;
b) Promover uma maior participação dos cegos e amblíopes portugueses na operacionalização de mudanças inerentes à utilização do Sistema Braille a par com a utilização das novas tecnologias;

III. Público-alvo
O Concurso " Tocar as Letras " é destinado a todas as pessoas com deficiência visual, com idades compreendidas entre os 6 e os 30 anos inclusive.
IV - Condições de Participação
O presente concurso será dividido em três escalões etários, designadamente:
1.º Escalão: Dos 6 aos 12 anos;
2.º Escalão: Dos 13 aos 18 anos;
3.º Escalão: Dos 19 aos 30 anos.

V - Requisitos dos Candidatos:
Os candidatos admitidos a este concurso devem cumprir os seguintes requisitos:
- Entregar os trabalhos cumprindo rigorosamente as datas estipuladas;
- Não ultrapassar os limites estabelecidos, no que diz respeito ao tamanho dos trabalhos a concurso;
- Estão impedidos de concorrer a este concurso os membros da Direcção Nacional da ACAPO e os membros do júri, e seus familiares directos.

VI ? Realização dos Trabalhos por Escalão:
Primeiro Escalão - Dos 6 aos 12 anos:
O Concorrente deve elaborar um texto relacionado com o tema " Se falasse com Louis Braille, o que lhe diria?" Nesta categoria os trabalhos não deverão exceder as duas páginas em Braille integral.
Segundo Escalão - Dos 13 aos 18 anos
Os trabalhos a apresentar deverão estar subordinados ao tema "Uma Carta a Louís Braille". Os trabalhos a apresentar não deverão exceder as cinco páginas em Braille integral.
Terceiro Escalão - Dos 19 aos 30 anos
Os trabalhos a apresentar deverão estar subordinados ao tema "A importância do Braille rumo ao futuro: a perspectivação deste sistema face ao desenvolvimento das novas tecnologias". Os trabalhos a apresentar não deverão exceder as vinte páginas em Braille integral.

VII - Entrega dos trabalhos
Todos os trabalhos, independentemente do escalão deverão cumprir os seguintes requisitos:
- O texto enviado não deve conter o nome do participante (com o objectivo do júri não ser influenciado). Assim os trabalhos deverão fazer-se acompanhar de um envelope fechado contendo os seguintes elementos:
-Ficha do participante, na qual constem elementos como: nome, morada, idade, telefone e e-mail;
- Fotocópia do Bilhete de Identidade\Cartão do Cidadão do participante;
- Declaração assinada pelo participante, na qual sede os direitos do seu trabalho à ACAPO.
- As escolas, encarregados de educação ou os participantes deverão fazer chegar à Direcção Nacional da ACAPO, pessoalmente ou por correio, os trabalhos, até ao dia 30 de Junho, para o 1.ª e 2.ª Escalões, e 30 de Setembro para o 3.ª Escalão. Os resultados deverão ser conhecidos, em cerimónia pública em data a anunciar oportunamente, até ao final de 2009.
Todos os trabalhos deverão ser enviados para ACAPO Concurso Tocar as Letras, R. de S. José n.º 86 1.º andar 1150-324 Lisboa
VIII. Lançamento do Prémio e Divulgação dos Prazos de Entrega
Serão atribuídos prémios para os três primeiros lugares de cada escalão.
Os prémios para os primeiros classificados de cada escalão são os seguintes:
1.º Escalão - 1.º Prémio uma Máquina Braille Perkins;
2.º Escalão - 1.º Prémio um Computador Portátil;
3.º Escalão - 1.º Prémio uma Mountbatten;

Restantes prémios a designar.
O lançamento do concurso é feito durante o mês de Maio, juntamente com a divulgação da calendarização dos prazos referentes ao decurso do mesmo.
A calendarização do concurso estará disponível no site da ACAPO www.acapo.pt, e em qualquer Delegação da Associação.

IX Comissão nomeada para a Selecção dos trabalhos a premiar
- A Comissão nomeada para a selecção dos trabalhos vencedores deverá ser composta por cinco individualidades de reconhecido mérito na área tiflológica;
- A Comissão tem a responsabilidade de elaborar os critérios, pelos quais se balizará para a atribuição dos prémios aos trabalhos vencedores, até ao dia 31 de Maio de 2009.
- A Comissão tem a responsabilidade de premiar três trabalhos por categoria;
- A Comissão tem legitimidade de não premiar trabalhos em qualquer uma das categorias, caso considere estarem reunidas condições para tal deliberação, de acordo com o regulamento