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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Workshop de acessibilidade realizado pela ACAPO


Análise das necessidades dos visitantes com deficiência visual num jardim público e as potencialidades da interpretação sensorial para o público em geral; das adaptações necessárias para tornar visitas temáticas acessíveis para pessoas com deficiência visual; das boas práticas em relação ao atendimento das pessoas com deficiência visual e discussão dos potenciais conflitos que estas criam com a conservação do acervo do jardim.

Na parte prática, aplicação dos novos conhecimentos na adaptação de visitas (ou partes delas) representativas do leque de visitas oferecidas pelo Serviço de Extensão Pedagógica do Jardim Botânico.

Sábado, 24 de Outubro de 2009, 10h – 13h e 14:30h – 17:30h - Jardim Botânico da Universidade de Lisboa
50€
Informações e marcações: jbactividades@museus.ul.pt


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Seminário "O Destino do Braille nos Dias de Hoje"



21 de Outubro em Coimbra - Entrada Livre

Organização: Universidade de Coimbra (Gabinete de Apoio ao Estudante com Deficiência), Departamento da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra (Biblioteca Municipal) e ACAPO ­ Delegação de Coimbra.

Programa:
9h00 – 9h30 – Recepção dos participantes e entrega de documentação
9h30 – 10h.00 - Sessão de abertura
Dr.ª Idália Moniz - Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação
Prof. Doutor António Gomes Martins – Vice-Reitor da Universidade de Coimbra
Dr. Mário Nunes - Vereador da Cultura, Câmara Municipal de Coimbra
ACAPO

1.º Painel
Ensinar Braille… Quando? Como? Onde?

1.º Mesa

Moderadora: Professora Doutora Maria do Rosário Pinheiro (Professora Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da U.C)
10h00 – 10h30 “O Braille como meio natural da leitura e escrita dos deficientes visuais”
Professor Doutor Augusto Deodato Guerreiro (Escola de Comunicação, Artes e Tecnologias da Informação da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias)
10h30 – 11h00 “O ensino e utilização do Braille nas escolas “
Mestre Fernando Correia (Professor de Educação Especial da Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas do Porto)
11h00 -11h15 Pausa para o Café


2.ª Mesa

Moderadora – Dr.ª Maria José Miranda (Directora da Biblioteca Municipal de Coimbra)
11h15 – 11h40“ Iniciação da escrita e leitura Braille aos adultos cegos recentes e a sua importância no processo de reabilitação”
Dr.ª Teresa Maia (Professora de Braille)
11h40 – 12h15 “ A importância do Braille no meu percurso Académico”
Dr.ª Sara Esteves Tadeu (Ex aluna do ATPED)
12h30 – 13h00 Debate

Almoço livre


2.º Painel - O Braille no presente e no futuro

Moderador – Professor Doutor Jorge Henriques (Professor do Departamento de Informática da U.C.)
14h30 – 15h00“ O Braille e as Tecnologias de Informação e Comunicação”
Dr. Jorge Fernandes (responsável pelo Unidades de Acesso da UMIC)
15h00 – 15h30 “ A Utilização do Braille na Vida Quotidiana”
Dr. José Guerra (Responsável pelo serviço de Leitura para deficientes Visuais da BMC)
15h30 – 16h00 “ Núcleo para o Braille e meios complementares de leitura”
Dr. Carlos Lopes Presidente da Direcção Nacional da ACAPO
16.30h – 17.00h Debate

17.00h – Sessão de Encerramento

Entrada Livre
Organização: Universidade de Coimbra (Gabinete de Apoio ao Estudante com Deficiência), Departamento da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra (Biblioteca Municipal) e ACAPO – Delegação de Coimbra.
Data: 21 de Outubro de 2009
Local: Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra
Confere certificado de presença


Objectivos:
No ano do Bicentenário do Nascimento de Louis Braille, a Universidade de Coimbra, através do Gabinete de Apoio ao Estudante com Deficiência, o Departamento da Cultura da Câmara Municipal da Cultura, através do Serviço de Leitura para Deficientes Visuais da Biblioteca Municipal e a Delegação de Coimbra da ACAPO, levam a efeito o Seminário “ O Destino do Braille nos dias de Hoje”, com os seguintes objectivos:

- Contribuir para uma maior divulgação do sistema Braille, como meio natural da escrita e leitura de pessoas cegas;
- Sensibilizar entidades competentes para a necessidade de expansão das matérias de leitura em Braille;
- Sensibilizar alunos, professores e outros agentes no processo educativo sobre as vantagens de utilização do Sistema Braille na formação e informação das pessoas cegas;
- Contribuir para uma adequada articulação entre a utilização do sistema Braille e a utilização das novas tecnologias;
- Referenciar a utilidade do Braille na vida quotidiana das pessoas com deficiência visual

A Ficha de inscrição deve conter: Nome / Profissão /Instituição / Morada e ser enviada para:
Universidade de Coimbra: 2398507000 (ext.391/ 395)
e-mail: atped@dtp.uc.pt
C.M.C – 239702630 (ext. 2304)
e-mail – josé.guerra@cm-coimbra.pt
ACAPO/COIMBRA –Luís André - 239792180
e-mail – ac-coimbra@acapo.p


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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Exposição "Olha por mim"


(vídeo sobre a exposição)

Caros Amigos
Deixo-vos aqui um convite muito especial: a visita à exposição de pintura “olha por Mim” da jovem artista Tânia Bailão Lopes (http://www.bailaolopes.com).

Esta exposição é especial por muitas razões:
1. Os quadros são de uma enorme sensibilidade e beleza.
2. A venda eventual de obras irá reverter para a angariação de fundos para a um projecto de apoio a pessoas idosas com problemas de demência.
3. A exposição foi concebida com cuidados de inclusão: É UMA EXPOSIÇÃO QUE PODE TAMBÉM SER VISTA POR CEGOS. Para tal foi criado um áudioguia com características únicas (são muitas as surpresas acústicas…); a artista oferece-nos uma experiência táctil (sim! A ponta dos dedos também vêem); e outros pequenos nadas prometem fazer esta experiência única.


Convido-vos para a inauguração da exposição no dia 17, pelas 18 horas na Biblioteca José Saramago (campus 2 do Instituto Politécnico de Leiria, junto ao Hipermercado Continente). Caso não possam estar connosco nesse dia, fica o convite a que nos visitem de 17 de Setembro a 2 de Outubro 2009.
Esta exposição é mais um “tubo de ensaio”. Com ela queremos testar soluções novas que ofereçam novas formas de ver a arte e a cultura. Só a participação de muitos poderá promover acções deste género. Conto com a presença daqueles amigos que sempre estiveram comigo nestas coisas de “fazer o mundo um pouquinho melhor”. E peço-vos que divulguem o evento para que ele chegue ao maior número de pessoas possível.

Josélia
Instituto Politécnico de Leiria
Rua General Norton de Matos, Apartado 4133, 2411-901 Leiria – PORTUGAL
Tel.: (+351) 244 830 010 | Fax: (+351) 244 813 013

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Telemóveis com teclado em Braille

Enviaram-me este link que achei interessante... Principalmente, porque não tinha conhecimento de telemóveis com teclado em Braille.

Para mais informação pode consultar o link: http://www.yankodesign.com/2009/09/14/blind-phone-with-fashion/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Projecto MusiBraille


"O projeto MUSIBRAILLE destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes as dos colegas de visão normal", explica Dolores. Com o apoio do Governo Federal Brasileiro e dos governos estaduais será realizado gratuitamente um curso de capacitação para profissionais de educação musical que pretendem trabalhar com músicos e estudantes cegos e criar e manter biblioteca virtual de músicas em Braille.

"O ineditismo do projeto já justifica a sua execução, cabendo destacar que será o primeiro software da língua portuguesa para a transcrição de partituras em Braille, podendo ser adotado por outros países lusofônicos", diz Dolores. A intenção do projeto é melhorar e ampliar as possibilidades do músico cego no mercado de trabalho, incluída aí a atividade de ensino de música em suas múltiplas vertentes e permitir a troca de conhecimento e divulgação de obras por meio de biblioteca musical Braille instalada na página da internet onde o programa ficará disponível para cópia gratuita. A inclusão social é uma das principais resultantes do projeto.

A técnica de Musicografia Braille é uma das principais ferramentas que permitem essa equivalência. Ela foi desenvolvida em 1828 por Louis Braille (Francês), que adaptou a técnica para transcrição de textos também desenvolvida para a transcrição musical. Através desta técnica um texto musical de qualquer complexidade pode ser transcrito para a forma tátil e facilmente assimilado pelos deficientes visuais.

O projeto Musibraille destina-se a criar condições favoráveis à aprendizagem musical das pessoas com deficiência visual que sejam equivalentes as dos colegas de visão normal. Segundo Dolores, existem poucos programas de computador disponíveis no mercado para transcrição musical em Braille e, para o contexto brasileiro, esses programas estão fora da realidade uma vez que, além de caros, são incompletos e não emulam voz em português, impedindo a disseminação da utilização direta ou como ferramenta de ensino qualificado. "Além disso, como os professores de música não têm conhecimento da Musicografia Braille, recusam os estudantes por julgarem impossível o aprendizado da partitura musical com efetividade."

O Software Musibraille será distribuído nas oficinas de capacitação que serão realizadas em uma Capital de cada uma das regiões geográficas do Brasil. Também será distribuído gratuitamente por meio de página na internet onde os beneficiados, professores, alunos cegos e o público em geral poderão baixar cópia do programa. Além do Software Musibraille, serão distribuídos, no curso de capacitação, o livro em tinta para os professores e o caderno de exercício em braille para o professor aplicar ao aluno cego, ou vice versa.

"Esperamos ter um grande número de pessoas interessadas no curso, tanto para professores de música, quanto para músicos cegos e arte educadores. Queremos com esse projeto darmos a oportunidade para pessoas cegas terem as mesmas ferramentas das pessoas com visão normal, lendo partituras, escrevendo e compondo e mais do que tudo, tendo o ingresso nas Universidades, Faculdades e Conservatórios de Música com igualdade de oportunidades profissionais."

Fonte: Sentidos

Arts, Culture and Blindness


This book explores one of the most powerful myths in modern society: the myth that blind people are incapable of understanding and creating visual arts. In its pages, it explores case studies of blind adults and children, and interviews with art teachers …

Through this enquiry, it aims to contribute not only to an understanding of the pedagogy of the visual arts and education, but also to a consideration of the cultural understanding of myths about blindness and disability in contemporary society, and how education is affected by these systems of belief.

Arts, Culture and Blindness is the first book to present a single study of adult and child art students actually participating in courses in universities and schools for the blind. In doing so it delves into the topic of the culture of education and society and its affects on an understanding of blindness and the visual arts. Furthermore, through an analysis of individual and group behaviour, the book also introduces a new cultural model for studying blindness and disability, investigates the social influences on the nature of blindness and the treatment of people who are blind, and examines the influences that have affected the self belief of blind students and the way they create art.

Fonte: http://www.blindnessandarts.com/

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Comunicado de Imprensa - ACAPO denuncia incumprimento por canais televisivos

Press release: ACAPO DENUNCIA INCUMPRIMENTOS POR CANAIS TELEVISIVOS

A ACAPO, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, apresentou queixa junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, denunciando o incumprimento, por parte dos operadores de televisão, do Plano Plurianual de obrigações em matéria de acessibilidade à televisão, pelo facto de estes não fazerem a locução em português de peças informativas em que os intervenientes se exprimem em língua estrangeira, e ainda por não estarem a cumprir a meta de uma hora e meia semanal de áudio-descrição em programas de ficção e documentários emitidos em canal aberto no período entre as 20h00 e as 02h00. Ambas as obrigações constam do Plano Plurianual em Matéria de Acessibilidade à Televisão, aprovado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, e que entrou em vigor, com carácter obrigatório, no passado dia 1 de Julho. Ao fim de dois meses os dirigentes da ACAPO constatam com espanto e indignação que os operadores de televisão nada fizeram para cumprir as suas obrigações nesta matéria. Cumprir estas obrigações assume, para as pessoas cegas e com baixa visão, uma extrema relevância, na medida em que lhes garante o direito de livre acesso, em condições de igualdade, à informação, formação, entretenimento e cultura. Além disso, e só a título de exemplo, a locução em Português das falas em língua estrangeira dos intervenientes em peças inseridas nos serviços de notícias beneficia ainda uma significativa faixa da população portuguesa (cerca de 20%), incluindo-se aqui também as pessoas com idade avançada, com problemas em seguir a legendagem, iliteracia, ou simplesmente o comum cidadão que, nos seus afazeres domésticos, não está, por mais que queira, inteiramente disponível para seguir as legendas.

Desde a entrada em vigor do Plano Plurianual de obrigações para os operadores televisivos em matéria de acessibilidades, a ACAPO tentou agendar reuniões de trabalho e cooperação com os diversos canais, não tendo ainda logrado obter qualquer resposta satisfatória. No caso da RTP e da TVI, nem sequer ainda foi marcada qualquer reunião.

O Plano Plurianual de Obrigações em Matéria de Acessibilidade à Televisão foi aprovado pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social a 28 de Abril do corrente, tendo entrado em vigor a 1 de Julho de 2009. O seu cumprimento por parte dos canais televisivos é obrigatório, como resulta do art.º 34.º da Lei 27/2007 (Lei da Televisão).

A ACAPO fez ainda chegar a mesma queixa ao Provedor do Telespectador da RTP, dadas as responsabilidades acrescidas que cabem nesta matéria ao operador do serviço público de televisão.


Fonte: ACAPO

Como comunicar com pessoas surdocegas


Qualquer pessoa que possa escrever letras MAIÚSCULAS, pode imediatamente usar o alfabecto indicado comunicando com a maior parte das pessoas surdocegas.
Traços, setas e números indcam a direcção, sequência e número de pancadas.
Escreva só na área da palma da mão.
Não tente juntar as letras.
Quando quiser escrever NÚMEROS, faça um ponto na base da palma da mão, é o sinal de que vai passar a escrever números.

Tradução de um folheto do Helen Keller National Center(New York)

Como lidar com a diferença?



(créditos da imagem: Jean Braz da Costa | Jacqueline Mayumi Matsushita | Amanda Meincke Melo)

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem super estime as dificuldades e vice-versa.

As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente.

Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas actividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exactamente como todo mundo.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder a perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.

Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se directamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceite, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada actividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.

Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.

As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.

Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.


Pessoas cegas ou com deficiência visual
Nem sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela, para isso pode por exemplo tocar-lhe levemente no braço, e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.

Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando.

É sempre bom você avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajecto.

Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.

Para ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.

Ao explicar direcções para uma pessoa cega, seja o mais claro e específico possível, de preferência, indique as distâncias em metros ("uns vinte metros a sua frente").

Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.

Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.

As pessoas cegas ou com visão sub normal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas.

No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das actividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.

Proporcione às pessoas cegas ou com deficiência visual a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar.

Fique a vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.

Quando for embora, avise sempre o deficiente visual.

Lembre-se que nem sempre um cego é colega de outro cego.

Estudante cego
Os estudantes com deficiência visual não têm a mesma possibilidade que os seus colegas em tirar apontamentos das aulas, recorrendo à gravação. Caso o docente se oponha, deverá fornecer atempadamente, ao estudante, elementos referentes ao conteúdo de cada aula.<

Nas aulas deverão ser evitados termos como "isto" ou "aquilo", uma vez que não têm significado para um estudante que não vê.

Quando utilizar o quadro, o docente deverá ler o que escreveu para que, ao ouvir a gravação da aula, o estudante tenha a noção do que foi escrito.

Se usar transparências o docente poderá proceder do seguinte modo:

antes do início da aula fornecer ao estudante uma cópia em Braille (ou em caracteres ampliados ou mesmo em suporte digital), e se isso não for possível, fornecer no final uma cópia;

Durante a apresentação identificar e ler o conteúdo da transparência.

Quando recorrer a quadros, figuras ou slides deverá descrever o seu conteúdo. Alguns estudantes que não nasceram cegos, que ainda conservam algum resíduo visual, têm uma memória residual de objectos, figuras, etc.


Pessoas surdocegas
Ao aproximar-se de um surdocego deixe que se aperceba, com um simples toque, da sua presença.

Qualquer que seja o meio de comunicação adoptado faça-o gentilmente.

Combine com ele um sinal para que ele o identifique.

Aprenda e use qualquer que seja o método de comunicação que ele saiba, mesmo que elementar. se houver um método saiba mesmo que elementar.

Se houver um método mais adequado que lhe possa ser útil ajude-o a aprender.

Tenha a certeza de que ele o está a perceber e que você também o está a perceber a ele.

Encoraje-o a usar a fala se ele conseguir mesmo que ele saiba apenas algumas palavras.

Se estiverem outras pessoas presentes avise-o quando for apropriado para ele falar.

Avise-o sempre do que o rodeia.

Informe-o sempre de quando se vai embora, mesmo que seja por um curto espaço de tempo. Assegure-se que fica confortável e em segurança. Se não estiver vai precisar de algo para se apoiar durante a sua ausência, coloque a mão dele no que servirá de apoio. Nunca o deixe sozinho num ambiente que não lhe seja familiar.

Mantenha-se próximo dele para que ele se aperceba da sua presença.

Ao andar deixe-o apoiar-se no braço, nunca o empurre à sua frente.

Utilize sinais simples para o avisar da presença de escadas, uma porta ou um carro.

Um surdocego que esteja a apoiar-se no seu braço aperceber-se-á de qualquer mudança do seu andar.

Confie na sua cortesia, consideração e senso comum. Serão de esperar algumas dificuldades na comunicação.


Pessoas com deficiência física
É importante saber que para uma pessoa sentada é incómodo ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.

A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Agarrar ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum. Isso muitas vezes é simpático, se vocês forem amigos, mas não deve ser feito se vocês não se conhecem.

Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa.

Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado. Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.

Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater nas pessoas que caminham à frente. Para subir degraus, incline a cadeira para trás para levantar as rodinhas da frente e apoiá-las sobre a elevação. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha à ré, sempre apoiando para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em sequência, será melhor pedir a ajuda de mais uma pessoa.

Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiente que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela.

Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa deficiente.

Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceite, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar. Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada.

Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude sem perguntar se e como deve fazê-lo.

Esteja atento para a existência de barreiras arquitectónicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.

Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas comuns como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média.

Se a pessoa tiver dificuldade na fala e você não compreender imediatamente o que ela está dizendo, peça para que repita. Pessoas com dificuldades desse tipo não se incomodam de repetir se necessário para que se façam entender.

Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.


Pessoas com paralesia cerebral
Quando você encontrar um Paralisado Cerebral, lembre-se que ele tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais. Para lidar com esta pessoa, temos as seguintes sugestões:

É muito importante respeitar o ritmo do PC, usualmente ele é mais vagaroso no que faz, como andar, falar, pegar as coisas, etc.

Tenha paciência ao ouvi-lo, a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência mental.

Não trate o PC como uma criança ou incapaz.

Lembre-se que o PC não é um portador de doença grave ou contagiosa, a paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. Portanto, não é doença e tampouco transmissível. É uma situação.

Trate a pessoa com deficiência com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.


Pessoas surdas ou com deficiência auditiva
Não é correcto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, outras não.

Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque, levemente, em seu braço.

Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.

Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.

Fale directamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela.

Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.

Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.

Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.

Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças subtis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.

Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contacto visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.

Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas.

Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.

Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.

Algumas pessoas mudas preferem a comunicação escrita, algumas usam linguagem em código e outras preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Talvez você tenha que se encarregar de grande parte da conversa.

Tente lembrar que a comunicação é importante. Você pode ir tentando com perguntas cuja resposta seja sim/não. Se possível ajude a pessoa muda a encontrar a palavra certa, assim ela não precisará de tanto esforço para passar sua mensagem. Mas não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.


Pessoas com deficiência mental
Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental.

Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.

Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.

Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.

Não super proteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.

Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.

Lembre-se: o respeito está em primeiro lugar e só existe quando há troca de ideias, informações e vontades. Por maior que seja a deficiência, lembre-se da eficiência da pessoa que ali está.

As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas.

Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental.

Se você chegou até aqui, certamente se importa com o assunto. A maior barreira não é arquitectónica, mas a falta de informação e pré conceitos.

Informação disponível em: http://www.prodam.sp.gov.br/acess/ e http://www.mbonline.com.br/cedipod/index.htm

Fonte: LerParaVer

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cães-guia


Ao que parece ainda há muitas dúvidas quanto à permissão de entrada de cães-guia em museus. Por isso, venho relembrar a todos que a sua entrada é permitida! E está atestada na lei:
* Decreto-Lei N.º 74/2007
* Decreto-Lei 118/99
* Diploma 314/2003

Além disso, ficam alguns conselhos:
- Nunca se deve distrair um cão-guia (ele está a trabalhar!).

- Um cego guiado por um cão-guia deve ser considerado como uma pessoa independente; a melhor maneira de o ajudar é respeitá-lo como tal.

- Não deve sentir medo de um cão-guia, não tenha o seu cão solto quando se aproximar de uma dupla cego/cão-guia. Pode provocar um acidente.

- Nunca toque no arnês de um cão-guia. Só o seu utilizador o deve fazer.

- O cão-guia tem uma boa saúde e não transmite doenças.

- Se um cego lhe pedir ajuda com um cão guia, aproxime-se pelo lado direito de maneira que o cão guia fique a esquerda. Então ele ordenará que o cão guia o siga ou lhe pedirá o cotovelo esquerdo (não o segure pelo braço).

- Quando se dirigir a uma pessoa cega acompanhada de um cão guia, fale diretamente com ela e não com o cão.

- Não ofereça alimentos. O cão guia tem horário certo para comer.

Mind's Eye Tours


O Museu Guggenheim de Nova Iorque oferece visitas gratuitas para pessoas amblíopes, cegas e surdas:

MIND'S EYE: Free Programs for Partially Sighted, Blind, and Deaf Visitors

Join Guggenheim Museum educators Georgia Krantz, Guthrie Nutter, and Ellen Edelman for a tour, discussion, and private reception. Separate programs are presented through Verbal Imaging, touch, and American Sign Language (ASL).*


Mind's Eye Tours

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Magazine Consigo

No passado dia 5 de Julho no programa Magazine Consigo apresentou o Centro de Monumentos Nacionais de França que desenvolveu um kit com o qual pretende levar às pessoas cegas ou com baixa visão os vitrais da catedral de Sainte Chapelle.
Destacou, ainda, uma portuguesa a fazer tese de Mestrado na área da acessibilidade Web. Ela explica, na primeira pessoa, o que anda a procurar resolver com o seu trabalho de investigação.

Para assistir ao vídeo clique aqui!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Núcleo Braille - Despacho N.º 12966/2009

MINISTÉRIOS DO TRABALHO E DA SOLIDARIEDADE SOCIAL, DA EDUCAÇÃO, DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR E DA CULTURA

DESPACHO N.º 12966/2009, DE 2 DE JUNHO (II SÉRIE)

A Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto, define as bases gerais do regime jurídico da prevenção, habilitação e participação da pessoa com deficiência.

O artigo 3.º da citada lei estabelece como finalidade a realização de uma política global, integrada e transversal na área da deficiência que promova o acesso a serviços de apoio.

Considerando que, nos termos do citado diploma legal, compete ao Estado promover de forma transversal e pluridisciplinar o desenvolvimento da política nacional de prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência;

Considerando o princípio constitucional da igualdade e da não discriminação em razão da deficiência, plasmado no artigo 71.º da Constituição da República Portuguesa;

Considerando que o método de leitura e escrita através do sistema braille para uso das pessoas cegas e amblíopes é uma das formas de acesso daquelas pessoas à informação e ao conhecimento intelectual nas várias áreas culturais e científicas;

Considerando os interesses dos utilizadores do método de leitura e escrita através do sistema braille;

Considerando que é necessário definir as condições adequadas ao enquadramento, estruturação, normalização e desenvolvimento do emprego do braille, bem como rentabilizar ao máximo os meios disponíveis, no sentido de se elaborarem e cumprirem em tempo oportuno programas de produção bibliográfica adequados às reais necessidades das pessoas cegas e amblíopes;

Considerando que os Ministérios da Educação, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Cultura são parceiros fundamentais na valoração e aprofundamento do emprego do braille, pela sua responsabilidade específica no que concerne ao processo de desenvolvimento e qualificação das pessoas cegas e amblíopes:

Assim, considerando a prioridade dada pelo XVII Governo à promoção da igualdade de oportunidades das pessoas com deficiência como forma de combater a discriminação e a exclusão de que são alvo e os objectivos e medidas de acção multissectoriais definidos no Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiência ou Incapacidade (2006-2009);

Considerando, ainda, que o artigo 50.º da citada Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto, manda o Governo aprovar as normas necessárias ao desenvolvimento das suas disposições.

Manda o Governo, pelos Ministros do Trabalho e da Solidariedade Social, da Educação, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Cultura, o seguinte:

1 - É constituído o Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura, adiante designada por Núcleo Braille.

2 - O Núcleo Braille funciona no âmbito da estrutura do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., e prossegue os seguintes objectivos:

a) Garantia da obtenção de padrões elevados de qualidade quanto à concepção, uso, aplicação, modalidades de produção e ensino do sistema braille e meios complementares de leitura para pessoas cegas ou amblíopes;

b) Avaliação e controlo do sistema braille e dos meios complementares de leitura.

3 - São competências do Núcleo Braille:

a) Assegurar a articulação e optimização das actividades das entidades que se dedicam à produção ou utilização de materiais especiais de leitura em braille;

b) Emitir parecer sobre quaisquer questões relacionadas com a definição e aplicação do braille e de outros meios complementares de leitura para as pessoas cegas ou amblíopes;

c) Propor medidas de harmonização da produção de materiais de leitura para as pessoas com deficiência visual, e de uniformização dos critérios de utilização, ensino e aprendizagem e produção do braille em Portugal;

d) Prestar apoio técnico a entidades públicas e privadas sobre questões relativas ao uso do sistema braille e de outros meios complementares de leitura para as pessoas cegas ou amblíopes;

e) Avaliar e adaptar a simbologia braille face à evolução técnico-científica;

f) Propor a aprovação das diferentes grafias e novas simbologias braille, por si elaboradas, aos membros do Governo que tiverem a seu cargo as áreas da deficiência, da educação e da ciência, tecnologia e ensino superior;

g) Recomendar, com base em pesquisas, estudos, tratados e convenções, procedimentos que envolvam conteúdos, metodologias e estratégias de acções de ensino e aprendizagem do sistema braille com carácter de especialização, formação e reciclagem de professores e técnicos, cursos destinados a utilizadores e à comunidade em geral;

h) Acompanhar a aplicação dos recursos tecnológicos com vista à sua adequada utilização e rentabilização;

i) Elaborar anualmente, até 30 de Junho, um relatório relativo às actividades realizadas, contendo propostas normativas e administrativas, bem como recomendações às entidades públicas e privadas sobre a harmonização, desenvolvimento, produção e ensino do sistema braille e dos meios complementares de leitura para pessoas cegas ou amblíopes.

4 - O relatório anual, referido na alínea i) do número anterior, é submetido à consideração do director do Instituto Nacional de Reabilitação, I. P., que após aprovação o envia ao membro do Governo com competência para definir a política nacional de participação e integração das pessoas com deficiência que, por sua vez, o enviará aos membros do Governo que tutelam a área da educação, da ciência, tecnologia e ensino superior e da cultura.

5 - O Núcleo Braille é constituído pelos seguintes membros:

a) Um representante designado pelo director do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., que coordena o Núcleo;

b) Um representante designado pelo Ministério da Educação;

c) Um representante designado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior;

d) Um representante designado pelo Ministério da Cultura, ligado à área de leitura especial da Biblioteca Nacional de Portugal;

e) Um representante da organização não governamental das pessoas cegas ou amblíopes de âmbito nacional;

f) Três individualidades de reconhecido mérito com competência técnico-científica em qualquer das áreas ligadas ao braille ou meios complementares de leitura.

6 - No prazo máximo de 30 dias após a publicação do presente despacho no Diário da República, os representantes dos Ministérios da Educação, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Cultura são indicados ao Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.

7 - Os restantes representantes são designados pelo director do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.

8 - O Núcleo Braille reúne de acordo com o plano de actividades definido anualmente e aprovado pelo director do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P.

9 - O director do Instituto Nacional para a Reabilitação, I. P., sempre que necessário, pode convocar reuniões do Núcleo Braille, solicitar a colaboração de especialistas indispensáveis à prossecução dos seus objectivos e constituir grupos de trabalho específicos.

10 - O Instituto Nacional de Reabilitação, I. P., garante o apoio técnico e administrativo à actividade do Núcleo Braille.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Apoio empresarial

Existem várias empresas no mercado especializadas no apoio a pessoas com necessidades especiais, deixo aqui algumas:

Electrosertec (Tecnologia Acessível)
Ataraxia (Deficiência Visual)
Tiflotecnia (Deficiência Visual)
Maketree (Elaboração de maquetas)
Anditec (Tecnologias de reabilitação)

Serviços de Tradução em Língua Gestual
Associação Portuguesa de Surdos
APPortugal
Associação de Surdos do Porto

Como lidar com a diferença?

Normas Gerais Aplicáveis a todos os Cidadãos Deficientes

Qualquer cidadão com deficiência sofre uma perda de independência em relação aos outros e sente-se assim inferiorizado e envergonhado da sua deficiência, desta forma nunca deve ser objecto de exposição, um dos maiores problemas que o deficiente tem de superar a caridade do seu próximo, os sentimentos de compaixão são deprimentes e a piedade muitas vezes pode parecer uma esmola, a melhor ajuda é prestada por aqueles que conseguem colocar-se no lugar do deficiente sem demonstrarem que o estão a ajudar.


Procedimentos

Nunca ajude sem perguntar à pessoa se quer ser ajudada, muitas pessoas sentem-se inferiorizados, subestimados e controlados nessas situações.

Ajude, se possível, sem chamar a atenção para o que está a fazer.

Aproxime-se dos deficientes com a maior naturalidade. Todo o deficiente deseja basicamente o mesmo: ser tratado normalmente mas, infelizmente, a maior parte das pessoas comporta-se desajeitadamente ou fica inibida. Alguns desmancham-se em piedade enquanto que outros emudecem, sem contar com os que os tratam como se fossem crianças.

Tenha sempre em mente que muitos deficientes conseguem fazer mais do que se imagina, não demonstre admiração exagerada sempre que isso acontecer.

Os deficientes, tal como todos, necessitam do contacto humano e gostam de ser reconhecidos.

O rejeitar de ajuda não é sinal de má vontade mas de procura de autoconfiança, se a sua ajuda for rejeitada uma vez não deixe de continuar a oferecer-se futuramente nem leve a mal sempre que isso acontecer.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Deficiência Visual

Normas de Conduta
Nunca siga um cego com a finalidade de o ajudar, ele perceberá e tornar-se-á inseguro;
Faça-se notar antes de iniciar conversa, apresente-se. Da mesma forma, despeça-se antes de sair para que ele saiba que vai deixar de estar presente.

Nunca exprima compaixão ou expressões de excessiva admiração por o cego ser capaz de fazer coisas que os visuais também fazem.

Por norma, quando guiados têm muito medo de se perder do seu guia, transmita-lhe segurança andando devagar e com cuidado.

Ofereça o braço e deixe que seja o cego a apoiar-se nele (ele vai agarra-lo um pouco acima do cotovelo), não devemos agarrar o braço do cego ou empurrá-lo à nossa frente.

É desnecessário mencionar direcções, ele percebe através da sua sensibilidade direccional.

Somente em locais estreitos é que o guia deve passar à frente.

Informe quando subir ou descer degraus.

Sempre que aparecer algum obstáculo que impeça o percurso ou que apresente perigo para com o cego deve ser mencionado e identificado, se disser apenas “cuidado” ele não saberá a que se refere! No caso dos degraus, somente deve dizer o seu número se forem poucos e de fácil contagem, caso contrário, um erro na sua contagem pode transmitir-se numa queda grave. No caso de escadas com corrimão deve colocar a mão da pessoa cega no mesmo para que lhe seja mais fácil a orientação.

Nunca ajude um cego acompanhado por um cão guia sem que ele lho peça.

No caso do cego vir acompanhado por um cão-guia este não deve ser distraído da sua função/missão. Cativar a sua atenção, chamando-o, oferecendo-lhe comida e/ou festas irá comprometer o percurso original.

Não esqueça que o cão-guia que acompanha o invisual tem permissão de entrada em locais públicos estabelecida na Lei de Bases da Prevenção e da Reabilitação e Integração das Pessoas com Deficiência, Lei n.º 9/89 de 2 de Maio e nos termos da alínea c) do n.º 1 do artigo 198º da Constituição, o qual menciona “O presente diploma estabelece o direito de acessibilidade dos deficientes visuais acompanhados de cães-guia a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público…” (artigo 1º), da mesma forma é importante referir que “O direito de acesso previsto ao artigo anterior não implica qualquer custo suplementar para o invisual e prevalece sobre quaisquer proibições que contrariem o disposto no presente diploma, ainda que assinalados por placas ou outros sinais distintos.” E este direito apenas pode ser negado caso o animal apresente “… sinais manifestos de doença, agressividade, falta de asseio (…) ou outra característica anormal (…) ou se comporte de forma inadequada de modo a perturbar o normal funcionamento do local em causa…”.

Não se deve alterar o uso de expressões orais a fim de evitar termos relacionados com a visão, como “olhe” / “veja” ou da denominação de “cego” / ”cegueira”. Estas devem ser usadas sem constrangimentos, pelo contrário, não deve ser feita a sua substituição por, como por exemplo, “apalpe”.

Sempre que se verificar uma conversa em grupo na presença de uma ou mais pessoas cegas, antes de se dirigir a elas deve pronunciar o seu nome para que saiba que nos estamos a dirigir a ela, no caso de não sabermos ou não nos recordarmos no nome devemos tocar-lhe aquando iniciarmos conversa, desta forma saberá que é com ela que falamos.

Se pretendermos que a pessoa invisual se sente, basta colocarmos a sua mão nas costas ou no braço da cadeira, isto dar-lhe-á independência suficiente para o acto. Informe-o se a cadeira está à esquerda ou à direita.
Numa escada deve colocar-lhe a mão no corrimão e informe-o quando começar e acabar.

Não fale num tom mais alto do que aquele que empregaria normalmente.

Dirigir-se sempre ao invisual e não ao seu acompanhante.

Se ele perder o sentido da direcção explique-lhe o que se encontra à frente / trás, direita / esquerda.

Ao ajudar um cego a entrar num carro avise-o se se vai sentar à frente e a traseira. Coloque-lhe a mão na borda superior da porta aberta, com a outra mão ele tocará no tecto e depois no assento.

Ás refeições, se a sua ajuda for solicitada, diga o que está no prato seguindo a direcção dos ponteiros, como por exemplo: arroz às 6h e carne às 10h. Mostre o lugar do copo e evite enche-lo demais. Aos fumadores dê um cinzeiro.

Se ajudar a tirar / guardar um casaco informe onde o colocou.

Evite “risadas” perto de um cego, ele não saberá se se está a rir dele e isso deixá-lo-á inseguro.

As portas são muitas vezes um problema, uma vez que, não vêm para que lado esta abre.